quarta-feira, 3 de março de 2010

Rio de Janeiro




O Rio continua lindo aos 445 anos de idade!

Um lindo mulher



Mal Necessário
"Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher
Sou a mesa e as cadeiras deste cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, nas camas, nos lares, na lama
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem"
(Mauro Kwitko)



Na voz de Ney Matogrosso...

4° motivo da rosa (fragmento)


E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Cecília Meireles

Meu sonho

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
Cecília Meireles
Enfim: adeus!

terça-feira, 2 de março de 2010

Esta espécie de loucura

Maria

Fernando
Marina


Esta espécie de loucura
Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim, na escura
Confusão do pensamento,
Não me traz felicidade;
Porque, enfim, sempre haverá
Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há
Fernando Pessoa
P.S.: não sei o que há em mim mas me aceito em meus instantes de solidão contemplação adoração indefinição tristeza lamento... me aceito mais ainda na loucura do meu existir que nega qualquer forma de impossibilidade e, assim, eu escrevo.

Maria Bethânia


Para fora do tempo dos homens e das mulheres se consagrando.
Para dentro dos instantes em que o humano se é inteiro a sua arte.
Para o azulado nos olhos segredando a glória de ser.
Para o simultâneo de estar aqui e morrer.
Para fazer representações que nos são o sobre humano.
Para cantar como deuses e sereias.
Para não deixar de viver.
Em mim esta imagem:
"Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto. "
Álvaro de Campos

Mariana Aydar - elo com a sutileza


me traz tantas histórias e poucas conclusões nesse confuso instante de decisão e tudo girando para ser vômito água cachaça leite música ponte elo palavra jovem dinheiro branca samba modelo rasgo meninice sorvete talento sonho lente verde tempo sedução são paulo vitória descida casa alto barco mar mulher sexo certeza e dança...
me lembra homem distância terapia a vida agora narrativa sem foco beijo sem gosto tudo ao contrário clara nunes beleza vozes acesas show imperdível destino evolução querer ter show imperdível dois lindos discos cantora inteira nobreza educação o que dá certo estética negra e a bahia do porto da barra.
me traz cores novas e eu adoro adorar ela kavita 1 mariana aydar mais um jeito brasil.

Tiganá Santana em nova mostra musical

Foto Charles Ventura
Ele acabou de lançar seu belo CD Maçalê e se afirma como expressivo cantor e compositor, inovando com sua erudição e talento a Música Popular Brasileira. Muitas de suas criações musicais retratam o universo religioso do candomblé sem mercadejar o sagrado desta religião; outras estimulam e orientam nossa fruição de ouvinte para momentos de rara beleza sonora e poética. Tiganá Santana é fruto do legado ancestral africano que marca de nobreza a nossa musicalidade. Traz para o palco da Praça Pedro Archanjo, em única apresentação na noite de 05 de março, às 21h, uma nova mostra musical que contará com as participações especialíssimas de Roberto Mendes, Margareth Menezes e José Carlos Capinan.
Tiganá Santana fará um novo show, usando parte do repertório do seu primeiro CD Maçalê, lançado recentemente, mesclando canções inéditas e outras já executadas em outros espetáculos musicais seus, no dia 05 de março de 2010, às 21h., na Praça Pedro Archanjo, no Pelourinho, com entrada franca. A base desta nova apresentação busca casar a voz melodiosa do cantor ao som pulsante da percussão; para isso, traz uma tríade de excelentes percussionistas: Antenor Cardoso, fiel escudeiro do artista, o sueco Sebastian e Gaby Guedes. Tiganá se acompanhará também do seu inseparável violão.
O repertório desta apresentação evoca uma musicalidade mais dançante e expressa outro lado criacional de Tiganá, antes marcado e mais conhecido por suas apresentações intimistas; também, ao favorecer a percussão como base sonora, o artista trará belas canções compostas em quicongo e quibundo e cantará a já aclamada Dembwa (10 de agosto), uma inestimável homenagem ao inquice Tempo, um dos pilares do candomblé de nação angola, no qual Tiganá Santana é iniciado.
Para realçar esta noite que promete ser iluminada e divertida, o artista convida o mestre Roberto Mendes, com quem dividiu o palco em belas apresentações pela Cidade da Bahia com o show histórico Vozes no Espelho, a grande Margareth Menezes e o poeta José Carlos Capinan.
Serviço
Show: Tiganá Santana
Acompanhamento percussivo: Antenor Cardoso, Sebastian e Gaby Guedes
Convidados: Roberto Mendes, Margareth Menezes, José Carlos Capinan
Local: Praça Pedro Archanjo, no Pelourinho
Dia: 05 de março de 2010, às 21h.
Entrada Franca

segunda-feira, 1 de março de 2010

Memórias do Mar

três da madrugada

Torquato

TRÊS DA MADRUGADA

QUASE NADA

A CIDADE ABANDONADA

E ESTA RUA QUE NÃO TEM MAIS FIM

TRÊS DA MADRUGADA

TUDO E NADA

A CIDADE ABANDONADA

E ESTA RUA NÃO TEM MAIS NADA DE MIM

NADA

NOITE

ALTA MADRUGADA

NA CIDADE QUE ME GUARDA

QUE ME MATA DE SAUDADE

É SEMPRE ASSIM

TRISTE MADRUGADA

TUDO E NADA

A MÃO FRIA, A MÃO GELADA

TOCA BEM DE LEVE EM MIM

SAIBA

MEU POBRE CORAÇÃO

NÃO VALE NADA

PELAS TRÊS DA MADRUGADA

TODA PALAVRA CALADA

NESSA RUA DA CIDADE

QUE NÃO TEM MAIS FIM

QUE NÃO TEM MAIS FIM.