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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Flor do Medo - Bruna Karam



Flor Do Medo
Djavan

Venha me beijar de uma vez
Você pensa demais
Pra decidir
Venha a mim de corpo e alma
Libera e deixa o que for
Nos unir
Não vá fugir mais uma vez
Vença a falta de ar
Que a flor do medo traz
Tente pensar
Pode até ser mau e tal
Mas pode até ser
Que seja demais
Tudo vai mudar
Posso pressentir
Você vai lembrar e rir
Alguma dor
Que não vai matar ninguém
Pode ser vista e nos rondar
Não precisa se assustar
Isso é clamor
De amor
Venha me beijar de uma vez
Feito nuvem no ar
Sem aflição
Venha a mim de corpo e alma
Libera a paz do meu coração
Não vá se perder outra vez
Nesse mesmo lugar
Por onde já passou
Tente pensar
Pode até ser sonho e tal
Mas pode até ser
Que seja o amor

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Hoje e sempre: CAETANEAR!


70 anos deste monumento brasileiro! Salve Caetano Veloso!

domingo, 12 de junho de 2011

Pétala (ouvir em silêncio,por favor)


Como mergulhar no encantamento de si mesmo sem perder a dimensão do outro. Como silenciar para ouvir os olhos do outro de luz apagada, em algum vão da casa, sem saber o que vai acontecer. Como renascer das carícias e se embeber em revelações. Como anotar paixão, com a mão, no corpo do outro. Compor uma história com suas digitais, entre misterioso e vulgar, salgar o amor sem partida.
Ouvindo Pétala...
Amar cada traço ou sugestão que componha o inteiro do outro e se permitir amar também: inteiramente. Viajar em horas que devem ser secretas, sabotar o tempo, deixar o vento entrar, acender baixinho a lua, respirar o intenso sentido que guarda o encontro de dois. Por dentro se espantar com a alegria, por fora chorar de emoção.
Ouvindo Pétala...
Alcançar montanhas, tematizar horizontes, festejar frutos silvestres; aportar a dois num livro de poesia; escrever novelas ou contos; refazer-se romântico mas insistindo na vida; ter e dizer muitos sonhos; andar em campos descalço e banhar-se na chuva; reviver pieguices; ser o mais simples para ter o melhor prazer. Conviver. Alargar espaços e agradecer. Lindamente.
Ouvindo Pétala.

Djavan pra prosseguir


"Por ser encantado o amor revela-se por ser amor"

 Crônica sobre uma noite azul. Noitinha chuvosa e muita gente ávida para amar dentro das convenções. E ele cantando, solto, leve, dançante, como sempre sob a luz musical do amor. Difícil escapar às convenções, elas são fato social, mas eu tive, em agradável surpresa, um encontro comigo em alegria balançando ao som de Djavan. Uma festa nas cores que eu mais amo e retrospectivas da minha história, da história recente do meu país, nas letras no canto nas músicas desse princípe dos nossos sonhos.
Crônica de uma noite romântica para todos. Para além de qualquer memória, ali foi tudo já. Feliz. E Pétala sangrando numa interpretação absoluta. Como eu amo esta canção,como ela sou eu dizendo o mais profundo de mim. E Sabes mentir? E Fly me to the moon? E Palco noutra insurgência? O cantor personalíssimo. Eu caetaneando as rosas amarelas, o gosto de filha, a música de preto. E a Concha Acústica do Teatro Castro Alves de Salvador da Bahia: djavaneando um 12 de junho com um dos perfumes mais raros emotivos gostosos sensuais vibrantes deste cenário musical brasileiro.
Foi lindo; me posto aqui com cobertura de amor, neste meu coração de sorvete que dá felicidade. Obrigado, Universo!