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quinta-feira, 17 de abril de 2014
Sonho meu
E a voz de Nana entoando Só Louco, para Dorival Caymmi, no Farol da Barra, no dia 30 de abril de 2014!
P.S. Sonho meu: participação especial de Maria Bethânia.
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Nana Caymmi
terça-feira, 15 de abril de 2014
Agradecendo a Dorival Caymmi
Não tenho condições de construir um busto, de fundar um teatro,
criar uma Fundação, bancar um show com as vozes de Nana Bethânia Gal Virgínia
Rodrigues; nem talento para lhe escrever um poema...Mas existe blog, o
facebook, o twitter e a minha imensa gratidão ao senhor por ter me ensinado a
gostar de ser baiano, a ver a beleza maior na simplicidade, a imaginar as
ganhadeiras nos anos 30 mercando, a sentir o cheiro forte das nossas ruas e ter
sonhos lindos com a paisagem humana mais linda da Terra...
100 anos - Patriarca!
Seu legado é fundacional - nenhum político lhe faz sombra - o
senhor é verbo em movimento re- criando continuamente esse mistério que a gente
gosta de ser e que chamam baianos.
Dorival Caymmi - cenas tangíveis das infinitas possibilidades de
um lugar, e mais que tudo: cenas da vida em bem estar.
Bravo, patriarca!
Eu lhe agradeço adormecido como o seu João valentão!
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Dorival Caymmi - 100 anos
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Para Dorival Caymmi
Guardo-me na perenidade deste aprendizado. Não foi escolar.
Aparenta mitificação banal, ou mero personalismo. Mas não. Figura na
intensidade de me perceber pertecendo e mais que intensidade, em mim, é a minha
necessidade de pertencer.
E é fácil nas paisagens que ele emoldorou em canções, versos, em
texto múltiplo, em silêncio... Ali, eu pertenço. E aprendo a querer a preservar
a minha vocação popular coletiva, espraiada pelas duras, mas coloridas, ruas da
minha vida de soteropolitano. À beira da minha Baía. A Bahia que não sai de
mim.
Meu coração cantarola o que a voz não pode não sabe. Apego-me à
alegria de poder agradecer. De querer que comemorem, numa forma de síntese, a
inventidade negro-mestiça baiana que a obra sem par deste homem revelou ao
mundo. Meu peito pronuncia: mestre. Minha pieguice grita: patriarca. A grandeza
sussurra: Caymmi.
Eterno aprendizado que me dura a vida. Banho-me nesses mares,
refresco-me de orgulho e fé frente aos versos erguidos para minha mãe Iemanjá.
E sei da Salvador que nunca existiu e é toda linda naquelas canções. E sei da
Salvador que existiu e é toda linda naquelas canções. E sei da Salvador que
poderíamos...
30 de abril de 2014 e ele fará 100 anos. Por mais que a burrice
não queira, que a falta de memória viole, que a truculência de qualquer
política evite, a sua presença é corpo marítimo da nossa história. Marca
indelével para nos afirmar e para nos negar nesse pedaço Salvador -
Recôncavo...
Não posso sair do estado de poesia: seguro no violão que não
toco, disperso em sonoridades que não emito; mas, imaginariamente reverente e
agradecido... Esta trajetória individual que se tornou coletiva para os humanos
que entendem a imprecisão de se nascer baiano à luz negro-azulada luso-africana
e indígena, inventada nas ruas num tempo, em que um valentão esculpia a beleza
amalgâmica e rara da Cidade da Bahia.
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