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domingo, 21 de outubro de 2012

Tiganá Santana: The Invention of Colour

Ali: uma proposta. Sutil e misteriosa como sua "capa"; transcendente, envolvente, concreta como sua música. Voz do lugar da inspiração comungando com outras. Acerto de contas, neste tempo, da criação entre baianos no campo artístico do mundo. A imagem do som. Uma certa rascância no falar de Deus. O corpo que dança. O som.
 
Ali, misto de ar no planeta água, não há o que encontrar... Tudo se exerce na auditiva construção. O interno como repetição para se ter luz no caminho. Não há geografia nesta luminária africana. O som. O que não se diz em idiomas e por isso, assim, todos alcançam. Elevação que é mercado. Mercado que é intransição. Fagulhas sonoras de uma filosofia. Pedra que inicia para o pó que destitui. Linguagem do amor. Novidade no passado. Instante sem futuro. Ali, aqui, agora.
 
A neutra invenção da cor. Que é negra.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Guimarães Rosa: uma viagem no feliz


Talvez não seja pra rir tanto, nem pra doer também: "uma viagem inventada no feliz". À busca do interior do Brasil para dentro do interior da gente, encontrar rios e cascatas e cachoeiras e cisternas, já que " perto de muita água tudo é feliz".
É pra imaginar a felicidade , sim. Uma dancinha no peito, batendo leve e nos fazendo sorrir. Força só a do possível, a que traz o que tem de ser e desmonta certezas, opera dúvidas, re-alimenta a natureza do querer e, quando menos se espera, acontece. Serestas mineiras de uma nova linguagem. Escritos para o sentir.
Guimarães Rosa, passeio. O súbito e o mais demorado: o manancial da delicadeza, o imprevisto arquitetado. O recomeço, a constante estréia literária - isso de sermos Diadorim...