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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Para Daniel, o cantor


Daniel querido,

De Maravida, autoria do saudoso Gonzaguinha, existem duas gravações bem representativas, a primeira do próprio autor e, a segunda, dela,Maria Bethânia, sem delongas, a mais inteira porque dramática na medida certa; então, seria aquele exagero necessário, é a versão definitiva. Só a Globo, em seu desvario e megalomania, poderia lhe permitir a destruir algo tão precioso no cancioneiro deste país. Só lamento sua audácia mercadológica, que terá vários seguidores, adoradores como pede a cultura de massa, mas me permita: sua versão é uma gritaria da desgraça! Horrível!

domingo, 4 de novembro de 2012

Gonzaguinha



Só para falar do simples, do mais cotidiano, da letra acesa no bilhete de amor, na voz do pai faltando, a alma de mulher sem ensinamentos de Beauvoir...

Falar que beleza se inventa e, o melhor, maior é a sem padrão!

Falar que o disco toca incitando a saudade...O canto sangrando de um país como futuro... O muro a grafitar ensinamentos profundos; vontade de chorar.

Na tela, ainda mais simples. Do lugar do feminino quase mulher... Criatura das amarguras trazendo o doce como resposta.

Tudo muito simples. Mas muito sentido. Os olhos cantando a canção que faz a voz chorar, chorar, perde-se na inexatidão da falta do cantor no lugar.