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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mais amor

P/Michelle Cirne

Nada de me por contra o melhor que trago. Contra ao que me conserva os sonhos, a vontade do encontro, o deslumbramento, o sorriso matinal, as orações e os poemas noturnos.  O que me veste e despe nos caminhos contraditórios da vida, quando insisto em não deixar de ser e mantenho, por pirraça e doçura, a esperança em viver.

Nada de blasfêmia frente ao espelho, frente ao medo que a solidão dá, frente ao desespero de assistir o tempo passando. No fundo, quem passa sou eu e não vou sozinho. Vamos todos nós juntos. Cada qual no desenho de vida que o seu melhor escolheu.
Em mim, o melhor é amor que nutro com poesia, música e cinema; com a ternura que sinto pelo mundo, numa vontade em paz de querer abraçar, aninhar neste misto de candura e desejo,  às vezes também sexo, muitas vezes só fraternidade.
Nutro-me de amor com a mesma matéria que me faz doendo desamar  :  gente. E satisfeito  com esta condenação, alcanço o  lugarzinho que idealizo no mais íntimo de mim, e perfilo em impressões,  o que vivo ou finjo sentir.
Bem acima: o amor.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Marisa Monte: Para ver as meninas


Para Michelle Cirne

Muito silêncio dentro de mim. À busca do que me pode ser encantamento. Leio por sobre o tempo e sonho acordado tal como a amiga frente às águas do mar da Bahia. Eu que ando no bem de também ser sertão; vago rastros cinzas desta saudade que me inscreve na palavra: "sonho".
Amanhã corro para minha adolescência e bebo Kid Abelha. Durmo com Marisa para o delicado se apossar do meu sono. Boa noite.