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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mudança


Por horinhas tenho a companhia da leveza. Esses dias de abandono de algumas responsabilidades me trouxeram outras possibilidades de estar na vida. Algo momentâneo porque, antes de tudo, sou eu para fazer e para gozar o que vier.

É uma leveza clariceana, é verdade. Mas está no corpo, começou no corpo, me deixou no corpo.

Um pouco de sonhos estendidos de sábado para agora. Ventila. Muda.

Mudar é o sentido de existir; vivenciar isso aqui: um pouco de sorte, vontade, coragem e o necessário sabor; o necessário amor.

Um pouco de leveza.

Merci, meu Deus!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Silenciar

O barulho instrumentaliza as doenças, fecunda os desajustes, estaciona o raciocínio, aparta a criatividade, corrói. Aumenta minha dor. Muita coisa só pode ser se houver silêncio. Se houver intenso e genérico silêncio nos compartilhando com o mais interno e nos integrando ao externo do que também somos. Silêncio. Em nome do vigor que  orienta à única ação promordial: ser sendo.

***

Era assim então: linhas sem perguntas e respostas trilhando o esvaziamento da palavra, sem perder o sentido da palavra, aprofundando contra o palavrório que se abateu sobre mim. Tudo a modificar. A salvação é a mudança.

***

Hoje é um dia de susto; leve transe que alimenta; aumento das incertezas na vontade de não mais especular... Dia obtuso mem sus desenho de morte precoce. E na verdade, se verdade há, o que é tardio ou precoce nos avatares que compõem o mundo e muitos chamam Destino?