Entre igarapés e águas do mar da Bahia, deslizo a favor do sentido de querer existir. Secou a pressa, mas insiste a promessa de escrever viajar aglutinar sorrir chorar criar amar e crer. Tudo mora em mim. E transvejo, fazendo silêncio, a mais importante possibilidade. Transvejo, dali, meus braços no parapeito da janela, uma vida verde-azulada em comunhão com alguns sonhos. Amor dentro de mim. Sereno banho que limpa e aquece. Renovo pedidos e no melhor de tudo: agradeço. Fé em mim. No âmago da água.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Continuum
(Marlon Marcos)
Não é uma expressão da vaidade. É um diálogo com a imagem no tempo.
"O tempo é como um rio... água limpa que não volta".
Delicada alusão a mim mesmo frente ao feitiço do espelho. Fala sem significação. A verdade banhando-se no rio. O proibido mordido. Caminhada em pegadas alheias. Vontade. Vazio.
"Peguei um Ita no Norte".
Volto a qualquer lugar quase. Temi o mundo da minha janela. Despedaço palavras falando errado e salvando a escrita. Alimento. Obra perdida. A bagunça e a esquina. O corte. Escape. O vento.
"Dentro da mar tem rio".
Iludo-me mas sigo. O tempo me arrasta com ele e faço de mim novilho. Aprendo. Amarga tortura. Disfarces. Sorriso. O peito aberto fabricando sal. O que mais preciso: abraço...
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