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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Eu, Simone, Paris

Saindo da terra dela. Levando tanto que amplia o horizonte dos meus sonhos, a vontade da escrita e o desejo de ficar por mais tempo.

Ela, esteio de ensinamentos que dimensionaram a força da palavra na duração deste tempo, o meu tempo... O que é a finitude? Onde me projeto além da colina de concreto que me prende a Salvador? Meu lado mais mortal é viajante e eu vejo Simone entre fumaça de cigarro, champagne, café, vinho, rabiscos, a voz de Bethânia, Rimbaud, Nina Simone, Louvre... A Baía de Todos os Santos...

No fundo, é esta mulher que me inebria e me mergulha nesta minha masculinidade que reinvento a cada dia.

Toco em Simone na marca do amor; relembro Sartre, beijo o rosto do amigo e sigo de volta...Já sendo outra pessoa.

domingo, 18 de novembro de 2012

Paris, Bastille



Vago sob a chuva da cidade assistindo a arte que lhe traduz. Ela brinca comigo no que pinta e escreve: feitiços imagináveis.
Tomo conta de mim no parapeito da janela a 04 graus para correr o risco maior. Faço sombra para roubar um beijo. Não consigo mas atinjo a boca do poeta. Minha garganta arde contra a doçura que trago em palavras. É o âmago da solidão, mas concluo sorrindo. A água do mar me molhou o calçado. Olhos negros. Tem sol e frio no cheiro do Sena que me abençoa...

Creio e descrevo na batida do coração, singro a tinta de Beauvoir para criar outra masculinidade... A servilidade da minha emoção são dois olhos negros... Na praia o albatroz me cantou.

Tomara não tenha perdido a guerra, pois o meu reino, no absoluto, é amor.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Café de Flore

 


Como cicatriz na cara do tempo e em minhas imperfeições...
Minha alma nadando calada e lendo...
Nada me chega do olhar e eu só sou palavras.
A mulher que nunca fui à mesa sozinha, espera.
Fumaça do cigarro na cara da alergia,
Meu eu todo estrangeiro...
Quase o fim no brilho da festa
E a pergunta: Simone fumava?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Meu pensamento parisiense



Este foi meu grande cruzamento em Paris: meio Simone meio Sartre. Meus projetos no inteiro de mim. Tanta coisa e eu a sorrir, por estar ali, na terra deles, eu, baiano sem falar aquele idioma, estava completamente em casa...