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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pela delicadeza que há



De alguma delicadeza  preciso, mesmo aparando arestas, expurgando sentimentos, sofrendo fome e sede, calando verdades, mentindo... Alguma delicadeza somada à libido, ao desejo desconcertante, à volúpia desimpedida e, ainda em alta temperatura, ao silêncio.

A delicadeza refrescando feridas, guiando no escuro, convidando esperança, inspirando... A delicadeza maior que os sentidos movendo para o encontro. Esse alinhamento da transgressão e da beleza é a delicadeza em projeção.

Preciso tocar-me com palavras e com as mãos para acessar o abraço mais sonhado.  Ver nascer e morrer o sol; ter chuva no amanhecer. Rastrear marcas do amor pulsando em livros, discos, filmes, camisetas, esportes, consultórios, facebook...

Rastrear sem por que, só coragem... Sem ter o que saber: rastrear para ver as superfícies da imagem amada diluída em tudo que é, mas que não é seu, não está em você.

E assim, até na mais doída das faltas: eu careço desta delicadeza vertendo poesia.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Poeta

Em mim,
o seu amor foi palavras
erguidas à perversidade
que forma a sua delicadeza.

O seu amor,
foram suas palavras
que me esmagam entre
o que nunca deixei de ser
e ao que peço a você
pra mim.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

João Gilberto


Pra tirar da excelência.
Pousar os olhos no delicado.
Chamar pra fora o amor abafado.
E fazer silêncio por alguns dias.
Lembrar...

P.S. O gênio e não escapo. Mestre do meu, e exalto. O delicado, numa espécie de sábado, sentindo o cheiro do suor juvenil do poeta em sua espiral delicadeza. Kaváfis também está aqui.

domingo, 20 de novembro de 2011

O garoto da bicicleta


Da incondicionalidade do amor. Da entrega para e por alguém sem  se saber e nem se buscar motivos para tanto. O ato de fazer bem e o prazer de amar tão somente amar. O garoto da bicicleta, produção belga, dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne conta a história de Cyrill, interpretado lindamente por Thomas Doret, que foi abandonado pelo pai e aí surge em sua vida Samantha, nada menos e nem mais que Cécile de France, para recolocá-lo na atmosfera do afeto desejado e necessário para se ter sentido na vida. Ainda mais para uma criança, um adolescente.

O filme traz cenas que nos violentam, angustiam, desesperam, mas é uma ode à delicadeza, uma composição de uma busca tenaz de um humano por abrigo amoroso, por afetividade. O garoto da tenacidade e da coragem desenfreada de estar na vida à luz do amor. Algo que nos toca universalmente. O garoto que apanha e bate depois do abandono; cai e levanta, comete enganos e criminalidades, mas segue, para além das adversidades, ao centro da amorosidade que a vida, em compensação, lhe instituíra com a presença de Samantha.

Saí todo em delicadeza e feliz por saber que a história poderia ter sido recorrente tragédia, mas não foi.  Cécile de France, que eu adoro, e o magnetismo da interpretação verdade de Thomas Doret e a mensagem revelada de que sobre amor o melhor é simplesmente amar. Fazer o bem é melhor que fazer o mal.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Abrir a janela




Abrir a janela para seu sorriso
enfeitado de sol e mar
a desenhar a delicadeza
que é só sua...


Abrir a janela e te fazer
entrar...
brincar com esperança,
dançar de fantasia,
silenciar dentro dos seus
olhos... meus.

Abrir a janela e,
admirar seu voo,
sempre entrando
no profundo de mim.

Abrir a janela,
escancarar sem medo,
revelar segredos e dormir.

Dormir no conforto da sua presença
nós, agora, de janela fechada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A ternura delirante

"Abandona-se toda, ansiosa pelo mar"

Hoje eu senti o assovio da ternura delirante, me chegando de um lugar desconhecido e me ofertando horizontes que me fizeram dar carinho a mim. Era imagem, som, voz, palavra escrita - feições de uma delicadeza tal igual a das rosas,  e num meio sorriso, segurei a vida nas mãos.

Em pausa. O tempo gera descaminhos. A alma se inspira com o que não há. Ou não está. Meu símbolo de saudade perfila versos desenhados no céu cibernético. Não têm pistas mas têm sentido. Viajo para lá sem saber encontrar. Ali, faço carinho em mim, repenso a esperança e, feito criança, danço uma rara ciranda de palavras. Ali, águas pássaros gentes mães espelhos terras cercas mulheres, tudo me acende comoção; vivo-me dentro de noites e dias mergulhado naquela linguagem.

Em pausa, eu sonho. E vibro. E leio imaginando um beijo, um toque, uma lágrima, a risada, a chegada, um abraço, o assovio daquela linguagem dona da delicadeza que mais se aconchega em mim. E por vezes, que pena!, só me é pela arte navegando universos virtuais.