Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Reynaldo Gianecchini: saúde!

Contra os invejosos, agourentos, maledicentes; os perversos, intrigueiros que fustigam o outro por incompetência e infelicidade. Os que doem de feiúra e inércia, os sem poesia, sem viço, sem leveza, sem coragem...
Saúde e força para ser o que se é, fazer o que se tem que fazer e viver inteiro, trabalhar e melhorar, contribuir para um mundo menos depressivo, menos ordinário, menos bolsonaro.
Ensina-nos sua doçura que traduz beleza em você por fora e por dentro. Não lhe deixem exigir perfeição; se proteja com fé e alegria: a mediocridade mata e a gente precisa se curar.
Altivo, altaneiro, a mirar o longe, os sonhos; se ter em perspectivas da verdade que pulula e impele a gente a fazer o melhor por si e por muitos outros.
Cura-te: já é assim e são aqueles que devem morrer.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O que é o saudável da vida?

"Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens"
Deslizo palavras entre mentiras e verdades e arrancando-me de dentro copio o outro sonhador. Antes seria uma transgressão para avassalar minha alma, torna-me importante, aprender a matar. Antes seriam enxovalhos, gargalhadas, embriaguez, perversões, maldades. Mas não. O poema meu quer a saúde da vida; algo que enfeitiça sem ser perdidão. Mas tem o outro sonhador também; tem a sua precisão e genialidade. Eu aparo os respingos da sua presença copiando-o de português para português e meu segredo é mais vergonhoso do que as besteiras que faço. Meu segredo não tem par neste mundo e discorda de quase tudo e frequenta os Altares de Nossa Senhora. Meu segredo é amor e fé e tem o outro sonhador também. Desligo-me daqui. Sinto asco do vinho, asco asma da cerveja. O que escrevo é para me libertar, construindo pontes que não separem a poesia de mim. Escrevo para reinventar olhares e fazer chover levinho, ainda que tenha em minhas mãos o livro sangrento de Rimbaud sendo outras possibilidades de vida e de morte. Mas eu quero o saudável da vida. Agora, o que é o saudável da vida?