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quarta-feira, 26 de junho de 2013

agridoce

Minha boca postula
O agridoce veneno
Do que sobrou de você
Em mim.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

É sempre assim

Aberto para o lado de lá;
objeto confuso e controverso
deserto e falta de encenação...

Para antes do que foi
Cena vermelha dos olhos
A boca querendo
E as mãos apertando.

Gotas do desejo escorrendo
Entre o rosto e o segredo,
O que não houve continuação.

Mundo perverso,
Uma tarde só é...
É sempre assim.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Para o fundo

verte, brilha, segue, alma.
quando, tanto, ontem, olhos.
sentido, perdido, mínimo, mão.


Palavra é o seu caminho.
E onde você está escrito.
Sua fala redesenha sua boca
Exprimindo luminosidades
Fazendo manhãs.

Escritos de um destino
Que chega sem tempo
Para além dos períodos
Assinala as marcas dos
Amores.

unguento, tempo, trilha, corpo.
ágil, farto, doce, dente.
semente, linha, desejo, pênis.
cores, líquidos,  azuis, fundo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Convite


O que fazer para ter uma tardinha secreta com você 
e lhe escrever na pele poemas da minha língua?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pele

 
No sussurro de uma palavra que brota lentamente - quase silêncio; palavra da esfera do saber que lentamente nasce pra fazer AMOR.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Beto Guedes - Cruzada

"Quero o abrigo do teu abraço que me incendeia"

Porque apago e me repito.
E saio sobre. os restos dos riscos que não sofri.
Vejo certeiro um riso que me magoa;
Nunca tive chance de matar...
Balança como frescor o passar do meu tempo.
Boca nua mordendo minha nuca e minha memória.
Faço silêncio para início da cruzada.
Estou acima da história e domino o vento.
Meu corpo querendo por dentro a força do outro.
A chuva aumentando a espera.
São listas e listas e listas: minha miséria.
Ouço a voz doce do cantor e
Abro-me em Primavera
Nesta cidade que só anoitece.
Deixei minhas asas na beira da praia de lá;
Meu violão quebrei e a tela que era azul
Hoje, continua linda, e só cinza.
Se muda ? Não sei
Se volta? O Deus dará.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Você vem?

Um pequeno deslumbre: concupiscência. Rasa visão do seu corpo em movimento. A aparência grande gentil generosa doce. Carinho. O corpo em movimento nas raias de Amaralina. Trajetória inefável de um ser todo mistério. Palavra para invalidar a inércia. Trazer volúpia. Pontes nos ligando. Montanhas a ser subidas. Olhares noturnos à mesa de bar. Sonho insone. Dança para exortar o desejo. Perfume. A alma gritando para acordar o corpo. Concupiscência. O que não se diz e digam: lamber todinho. Um roteiro hedonista negando práticas platônicas. Acertos com a filosofia. Mil respostas para a única e necessária pergunta: você vem?
Um pequeno deslumbre: abraços apertados em cima da cama, de noitinha até manhãzinha, sem mais nada a dizer. Querer é o que basta.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Profunda delicadeza

Quero por minha língua na sua língua:
Você nos deixa?