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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Maria Bethânia, Um indio


Aí: a coragem de ser. Uma das canções que mais amo. Uma história contada  a partir da genialidade e do querer de transformação de Caetano Veloso, na voz dela, Maria Bethânia. Uma canção que supera grande parte de tratados antropológicos sobre o índio. Uma canção que se alia, e não foi por isso, ao pensamento poético e magistral de Eduardo Viveiros de Castro. Uma canção que me silencia às vezes, noutras me faz declamá-la. Os bárbaros da minha vida juntos.

A coragem de ser dela: Maria Bethânia. Um índio, de Caetano Veloso. Centenas de aulas minhas tiveram esta história contada desse jeito. Outras centenas também terão.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Gal Costa: Eu te amo


E segue: essa minha audição labareda, absorvendo o fogo do mundo na voz de Gal Costa gritando: Eu te amo! Um pouquinho de mim. Luzes nessa escuridão matutina e o sol da madrugada sem me deixar dormir. Reitero o meu carinho. Não sei mais do destino. Ouço baixinho para não acordar ninguém. Estou sozinho nesse fluxo de estar vazio para além. Ouço alto e acordo a vizinhança. Gal deixa de cantar e dança, é a Bahia em primeiro lugar. De uns tempos pra cá, vejo essa voz a caminhar entre os seus. E sinto alegria.
Quero gritar eu te amo e que reflita em alguém que me ama e meu mundo seja a estesia da voz de Gal.