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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Senhorzinho Alado

(Plata Quemada)


Quando ele veste vermelho
O mundo treme luz e água
Solta raios em sua risada
Ele voa...
Calmo na coroa do seu ser
Resguarda soberanas asas
Iluminando forma e prazer
Em suas descidas fulgurantes.
Ele habita lugares e destinos
Quando nada lhe é eterno.
Pisa em grama sem agredi-la
Dança leve espraiando feitiço
Lindo, como poucos sabem ser.
De vermelho - deus - menino
Acima de qualquer tecido
Ele vibra-se-nos
Em sua nudez constante.
Encanto é a sua voz
Seus olhos dilacerante doçura
Um ser feito música
Emitindo palavras sem dizer
Sorrindo dentro de fomes alheias
Erotizando o carinho
Sexualizando a ternura
Este senhorzinho alado
Até a alma desejado
Na língua de quem o procura.
Naquele jeito de homem aquático
Líquido gozo sagrado
À boca do absoluto querer.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sendo Chagall


Me deixa brincar de ser Chagall, de ser músico e ir para fora deste sinal da espera.

Me deixa ser a conversa sem medo ou explicações; só os meus olhos vendo os seus lábios em movimento e o nosso sorriso nos sendo permissão.

Me deixa criar o que nunca existiu e ter a sorte  de ser por você. Eu serenando o vento, trazendo a brisa que refresca o nosso silêncio após o nosso prazer.

Me deixa pintar sua boca na cara do tempo e musicar o destino que nos aproximou.  Me deixa ser pintor e letrista, ator e ginasta, dançarino e sacerdote, nos contrapontos do que não ensaiamos, quero viver instantes eternos em você.

Me olhe Chagall e eu, delicadamente, pincelo seu corpo como um pedido de Deus.

domingo, 27 de novembro de 2011

Minha maior desordem

Prefiro os instantes em delírio e poder me aprofundar. Instantes sinuosos silenciosos excitantes. Uma busca tão somente, sem mapas e sem necessidade de lugar. Um rosto lindo feito de palavras e um corpo vivo no vazio de mim. Algo a desatinar e perfilar e perfazer e reinventar. Comer no sexo. Domínio na cama ardente. Quentura acelerando e a cabeça rodando e inventando e querendo e negando e aceitando, delírio, a cabeça fudendo.

Prefiro. É destino. Entrega minha do amor que aprendi. Amor - minha maior desordem naquilo que mais me ofereci.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Claudia Cunha, puro prazer


Sob encantamento o ouvido tira perfume da música.
Uma voz de mulher narrando as sonoridades da doçura.
O que chega embriaga para o amor.
Mais que dança ela canta os sonhos que moram em mim.
A lindeza conjugada no feminino,
A seta musical atingindo a emoção.
Enquanto os olhos se perdem no que veem
Saindo do corpo artístico da fêmea,
Ela canta afinando a alma de quem a ouve;
Canta como risco e prazer,
Secreta evidência em notas precisas
Naquele sorriso que melhora o mundo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mar



A trajetória das lembranças mais profundas: algo salgado na boca e o banho. Mar - lugar da tenacidade e da leveza sem igual; lugar da esperança que assusta, da sacralidade que se mistura  à vontade sexual. Mar - o corpo de mim à luz. A vida que se conduz ao alinho da eternidade. Vínculo altíssimo com a inspiração.
Ventos. Ondas à beira. Cheiro de areia e meninas virando pérolas. Dança geométrica das águas numa variação de cor entre verde e azul e o incolor que transvê as sereias. Mar - sentido solar da sedução. Destino tropical. Sacerdotisas louvando Iemanjá. Gaivotas alvejando o céu; o olho castanho molhando-se em mim. E minha mão certeira no centro visceral da busca que me guiou.