sutil e gigante
sábado, 14 de março de 2015
Para Stella Maris
sutil e gigante
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Vércia: olhos voz da canção
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Aila Menezes: um leque aberto para a vida
sábado, 2 de abril de 2011
Jussara Silveira: sempre imperdível!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Cláudia Cunha

Venho fazer meu passeio por dentro da brisa
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Realce
Muitos sorrisos.
Lugares lânguidos,
olhos do desejo,
ansiedade.
A beleza dança.
Naquele caso,
canta.
Vontade de pousar por ali.
Versos perdidos de fome,
de sede; canção de Gil...
Ali - homem e mulher -
lindos, o desejo tinindo
brilho de prazer.
Estão caindo as estrelas
preciso tê-las e sonhar.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Manuela Rodrigues, simplesmente
Olhar para ela já bastaria; mas não, é preciso ouvi-la ou lê-la e saber dos caminhos mais profundos de sua beleza. A moça tonifica a paisagem humana negra da Bahia e oferece o seu talento a reflexões alheias, ao pensamento... Sua voz alia o popular contemporâneo a estruturas do belcanto numa investida de precisões poéticas, sintaticamente como os poemas de João Cabral de Melo Neto - matemática da poesia através do canto? Tudo é mais complexo que isso. O mais certo ou simples é ouvir e ver Manuela Rodrigues iluminando lugares de Salvador e constatar este talento que chega para dizer as coisas lindas que tem sido feitas na Bahia e muitos relegam ao alternativo.terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Cláudia Al- Cunha
Mergulhado naquelas tardes...
Meio saudade em dor
Meio felicidade em ti...
Sua voz tem cheiro
Sua beleza banha
Cada audição me é
Dias dentro da poesia
Que não se pode apartar...
Vontade de ser eletrola
E deixar sua voz tocar
De dentro de mim...
Que tardes minhas memórias
E uma cantora no palco
Acima do mar.
Todos os meus desgastes
Minha pieguice o amor
E a voz
Um dia
Melancolia
Todo frescor
Em tudo que não cessa
E al-cunha o desfazer dos
Poetas.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Stella Maris: a sereia aniversaria hoje
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Stella Maris arrasou na Noite de Santo Amaro - 2011
A sereia maior singrou a emoção do grande público da Concha Acústica, na Noite de Santo Amaro de 2011. Foram duas canções ofertadas à constatação de que quando Stella canta, emana Beleza. Sua voz fez festa dentro mim, que estava ainda mais feliz porque muitos também ouviam o marulho raro saído da garganta que traz à terra fragmentos dos mistérios das criaturas do Mar. Queria ser mecenas, poeta, compositor e levar esta voz pelo mundo para contar histórias sonoras deste lugar chamado Bahia. Parar o tempo, transformar minha emoção em explanação analítica, para demonstrar a revolução de luz e prazer que me acomete quando aquela mulher faz o que nasceu pra fazer: Cantar. E isso é igual a muitos carnavais, meu caríssimo Caetano Veloso.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Márcia Short: Amor em órbita
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Cláudia Cunha: do ventre das sereias para a Bahia

A sedução advém da voz cristalina espalhando sensações de frescor em nossa audição. O palco se ilumina daquela energia água e a musa contemporânea cretense baiana paraense desagua magnetismos e inspiração para quem busca recriar a vida.
Ao longe, sua voz venta bons presságios. De perto, arrepia a alma e faz o corpo adormecer para gozar dos sonhos.
Nem tudo é alívio ali, tampouco só água. Ela traz dor e imaginação, sua voz desperta as difíceis saudades e quem já amou, ou ama, sofre; quem nunca amou vive musicalmente a tragédia da existência nos desertos. Ela segue gerando fogo para que os poetas se esmerem e cumpram sua condenação frente às palavras.
Sua ação artística é certeira quando no palco tudo se organiza ao comando da sua presença indecifravelmente doce... E a moça canta dança convida... Faz a roda mágica da vida pedindo festa... Tem sentido o cantar vindo daquela garganta, a arte dali é esperança, e todos podem se divertir, aprender, chorar, rasgar-se e sorrir.
A delicadeza dos deuses nos permitiu essa menina linda caminhando pelas ruas sujas daqui... Aqui na mágica e abandonada Cidade da Bahia, onde privilegiados ouvidos podem ser tocados pela grande cantora de perto, e assim, os olhos também são agraciados.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Stella Maris, minha oração por seu canto
Hoje é um dia para alegria. Uma ventilação acima do verão saída de uma voz. Uma pergunta de resposta certeira para além do que se descreve. E o descrito é lindo, mas o sentido é impossível de se dizer... Hoje eu falaria com os duendes, clamaria as sílfides e nereidas, convocaria as bruxas do Leste, tocaria no rosto das Iaras em seus igarapés, enfrentaria Medusa, pediria às águias e aos golfinhos, consultaria os xamãs peruanos, meditaria em Buda e Krishna, rezaria a Nossa Senhora, cantaria para a Grande Mãe, visitaria Ísis, acionaria os elfos, incumbiria os querubins e arcanjos, tocaria a flauta de Pã, me comunicaria com extraterrestres, alcançaria o olho da serpente, voaria com Oyá-Iansã... Hoje é a minha voz em silêncio abaixo daquela voz cantando; hoje todos os encantados por perto a religar os sons secretos do mar aos ouvidos humanos. Hoje Oxum permite arte e desatina tesouros brotando do sonho maduro de uma mulher.
Eu voaria com as canções tentando alcançar as mãos de Deus... Debulhar-me-ia em mantras tornando-me Ganesha, ainda a preservar os mistérios. Roubaria o fogo de Prometeu, decifraria esfinges e intelectuais e, faria a síntese deste dia no marco da beleza se desfiando das águas saídas do canto da mulher.
Inteira oração na hora mais perigosa do dia: todos os encantados da Terra, do Mar, das Matas, do Fogo, do Ar, das Pedras, do Metal... Todos e Todas que podem gerar grandezas...
Entregar-me-ia em profunda oração. Com um balaio em tecidos verdes azulados, fitas e rosas brancas em abundância, arroz cozido, doces, perfume de alfazema, inteiro em roupas brancas, e ofertaria a, na manhãzinha de um dia qualquer nas águas marítimas da enchente, Iemanjá - Rainha das Águas que cobrem o mundo – para que Ela fizesse singrar pelo Brasil o canto magistral de sua filha sereia que anda sobre asfaltos, mas é a emissão dos mananciais aquáticos que refrescam a alma da gente e fazem a mente receber como gozo...
Pediria e peço: Oh! Mãezinha espraia o canto de sua filha, dai a ela 2011 acertos e nos permita sonhar, em festa e alegria, com os acordes que transbordam daquela garganta, outra morada da Senhora. Odô Iyá!
sábado, 25 de dezembro de 2010
Stella Maris: voz que aprofunda o mar
Stella Marissexta-feira, 12 de novembro de 2010
Juliana Ribeiro, da Bahia para o Brasil
Que o Brasil é o país das cantoras, todo mundo diz e insiste neste feliz clichê; que é a Bahia um dos mais inevitáveis mananciais de vozes reluzentes entre os brasileiros, sem delongas, basta citar Gal Costa. Mas nem sempre temos a cor da renovação, nem sempre elegem como musa a artista certa, correta, mais criativa.
A gente anda carente da diversão que preserve a memória das grandes invenções musicais feitas por nosso povo, que estabeleça diálogos entre o velho e o novo, que pesquise, que eleve o nosso sentir artístico sem ser professoral, que faça valer a nossa história e que faça do palco síntese de deleite e aprendizado, alegrando a alma por inteiro, por fazer balançar o corpo sem dilacerar a criticidade, sem menosprezar a inteligência.
E que como Gal, Bethânia, Jussara, Virginia Rodrigues, Diana Pequeno, Stella Maris, Márcia Short, Margareth, Daniela Mercury, entre outras, cante de verdade. Ando cansado de nossa estupidez mercadológica que secundariza o primeiro time de nossas melhores vozes em detrimento das musas fabricadas pela indústria do carnaval, principalmente as loiras. Há nessa cidade mulheres que cantam sem dever nada as grandes revelações nascidas entre Rio e São Paulo, e que são lançadas à grande mídia só por conta disso.
Entre nós, crescendo a cada dia, existe a cantora, compositora, pesquisadora e belíssima, Juliana Ribeiro. Mais que páginas de jornal, seria válido e educativo, ver esta artista se projetando em nossas TVs, rádios, magazines e sendo indicada para cantar em programas nacionais e em uma simples apresentação televisa em algum desses programas, se confirmaria a força artística da menina que canta tudo, mas usa o samba como bandeira expressiva de uma tradição da qual ela não pensa em se apartar.
É lindo assistir a um show que mescla os jongos de Clementina de Jesus, faz alusões deliciosas a Carmem Miranda, louva o nosso mestre Batatinha, passeia por Zeca Pagodinho e Leci Brandão, canta Caymmi, Noel, Xisto Bahia e ainda, homenageia os melhores compositores baianos vivos levando-os para o palco.
Juliana é a nova voz da Bahia que o Brasil precisa conhecer. Para amar.
(Publicado no Opinião do A Tarde em 12/11/2010).






