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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Se não consigo esquecer

Se não consigo esquecer, que eu lembre pela eternidade. Seja eu essa saudade, ou essa vontade de segurar nos braços. De tocar e sentir no dia a dia que trago a arte pra mim. De assistir num livro, me perder sem destino à luz daqueles olhos que não sei apagar. Ler num filme em trilhas do encantamento. Bater imagens como se fossem tambores e ter-me naquela cor espelhando a minha alma.
 
Se não consigo esquecer, que eu me cale. E siga numa espécie de vazio preenchido. Pois o sentimento é meu, a lacuna é minha, e neste movimento:  a ânsia pode virar inspiração.
 
Se não consigo esquecer, seja-me a lembrança a salvação. Que ela não me dê falsas esperanças, mas que eu saiba seguir, compreendendo os limites entre o meu querer longínquo e o querer convenção do outro.
 
Se não consigo esquecer, ao menos eu saiba existir, e por dádiva, alguém também , às vezes, lembre-se de mim.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Simples assim



Ventando.
No quase da vida clamando.
Réstias na tela finita,
O tempo fechado.
A força do que não houve
Entre vírgulas e silêncio,
Os iguais em procura,
Assalto e lamento
Pelo medo desaquecendo
O ímpeto do encontro.

Chovendo.
A beleza como história,
Quase a glória do amor sendo.
O próprio nome,
Tiro e misericórdia.
Alamedas do sem tempo
Em risos da discórdia.
Molhado beijo eterno,
Mais forte porque não houve.

E  semi seca no horizonte
Da memória inesquecível.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Amor

Amor pelo que descreve
Intensifca os sentidos
Cria e tira o juízo
Faz respirar.

Amor à luz do destino
À maneira do imaginar
Besteira, correnteza, descansar.

Amor para além da China
Estando bem dentro aqui
Florindo de amarelo o cotidiano
De rosas o sonho
E de azul, o mistério.

Amor para parar de falar
Cantar na paixão da mulher
E ser mais verde
Nas memórias do mar.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Um pouco de sábado


Fé.
Movimento que azuleja meu dia.
Água marinha para eu me ter feliz.
Os olhos não se cansam.
A poesia deste dia figura
No meu nascer no lugar.
As sereias cantam e se
Me dão em peixes...
O mar é minha real morada
E leva-me aonde não posso chegar.
O mar me dá asas e sonhos,
Proteje-me o corpo
Que habita a Deusa...
Canções numa manhã
De sol chuva calor
E a brisa dançando
Um pouco de sábado em mim.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Retratos da Bahia do Mar






O que não se cansa: sereiar minha fé quando ando sobre areia. Me visga os olhos e arrepia a pele me faz sonhar. Sigo água doce e salgada. A deusa dança. Mãe do meu eu criança. Ela dança com os pés apoiados em minha alma. Me faz água a senhora dos iorubanos, dos negros baianos que pedem do Rio Vermelho. Dois de Fevereiro - retratos da Bahia do mar... Retratos da imagem mais profunda: uma negra mãe divina cuidando dos seus filhos nos dando guarida. Naquele dia: Iyá Ogunté em tudo que sonhei para mim.

Por cima do mar

O mar do Porto da Barra
A vida deveria ser mais que tudo
um banho de mar contínuo
noite e dia no Porto da Barra.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As encantadas de Mamãe



Quanto maior for a invenção,
ali se resguardará minha melhor verdade.
As criaturas de Mamãe,
minhas irmãs quase peixes.
Das criaturas de Mamãe,
as vozes que trazem aos ouvidos
os sons raríssimos do fundo do mar.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Stella Maris: a sereia aniversaria hoje

Stella Maris (E) e Marília Sodré ( na nossa Pérola Negra)

Uma espécie de festa sai hoje do mar para a terra... São aqueles dias em que as sereias brincam na areia travestidas de cantora; poetas, escritores, amantes da música correm afoitos para áreas litorâneas para banhar-se na epifania sonora advinda do canto das sereias...Os olhos humanos tremeluzem alegria e dão glória à audição.A festa percorre o sol do dia aguardando o magnetismo da noite. Acontece, na Bahia, sempre em 21 de janeiro...A estrela do mar mistura-se à sereia do canto mais peculiar, acima do bonito, e transforma-se numa mulher nascida no Recôncavo...A festa invade os corações porque a musa em sua porção humana alavanca a emoção e verdifica o horizonte...É a beleza em estado puro; o feminino imagético numa voz que lava a alma e nos ensina, musicalmente, a nos deliciar em águas e amor.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Das mudanças e distâncias

Nem sei mais do jeito do olhar,
do abraço que se aquecia no outro,
do carinho da boca falando mimos,
da meninice querendo colo;
não sei aonde está.
O que sinto rasgar minha memória,
é o escapar de um perfume corporal
natural como o suor que limpa a vida
me sendo a melhor lembrança
de um tempo em que o amor
morava em mim.