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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Da voz de Bethânia para minha Mãe Iemanjá



Entoo-Lhe , da voz de Bethânia, orações...

o tempo está violento, maus presságios

ondas rasteiras do moralismo

barulhos fundamentalistas ferindo o silêncio,

burocratizando a Fé...

desrespeito ao direito diverso e legítimo

de amar...

hordas da hipocrisia vicejando

racismos de todas as espécies,

morte ao outro em nome da divindade,

usura disfarçada de contrição,

maldade, perversidade, agressão

advinda dos pregadores da salvação...

fedor por todos os lados....

descaso com o direito à vida

injustiça sanguinária dos que se dizem

santificados...

Oh, Mãe

Ouve a cantora

o que dizemos sangra e é água

transborda história, é pura emoção

Ouve

Ouve

Ouve

e me alivia para o público isolamento

marcado tão somente da Tua presença

e das coisas do mar...

deixa em mim o que for do amor

só pessoas à luz do amor...

um pouquinho só

todas revestidas de amor,

Seu filho dileto!

Axé

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Rosa Verde ( Pra Iyá Ogunté)

Odô Iyá,

cuida da minha saúde
faz fluir meus escritos
conduz meu olhar
de amor para o certo
me dê tempo para
expressar-me
me deixa perto da beleza
me deixa perto do mar
e que eu sempre viaje.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Iemanjá é o nome da minha esperança



Ê nijé nilé lodô
Yemanjá ô
Acota pê lê dê
Iyá orô miô


Salve, Rainha
Festejo daqui e lá
Meu coração em Agradecimento.

Obrigado, Mãe!

domingo, 1 de julho de 2012

Iyá Ogunté


A beleza maior da minha vida!
Tudo que eu posso ocupar,
tudo que eu posso desalojar...
Ela sempre será em mim!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Flores para a Rainha


É Dois de Fevereiro
Só há lugar para cantar.
Dança a Mãe na alma
E o filho em transe
Agradece.
Odô Iyá!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Iemanjá


Lembro-te em mim.
Sou todo o sono bom.
E sonho com teu amor
Minha maior realidade.
Mãe dos pontentados aquáticos
Mulher da minha criação.
Dança que eu agradeço
E tenho o azul solar.
Minha Rainha,
Serenando o que anseio
Sou-me o que sou
- O melhor de mim -
Singrando a roda da tua saia.


P.S. Quase 2 de fevereiro... 2012.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Verde Mãe


Sempre que Lhe encontro fora de mim, respiro a fé que me movimenta e me desenha mais feliz. Sempre me tenho em branco verde azul serenando na Baía de Todos os Santos quando meus olhos, em lágrimas, mergulham em profunda beleza. É dia na realeza solar da Sua Presença em minha vida. Todo tempo estou aí a Lhe contemplar e me atende Soberana Carinhosa Poderosa Mãe que me guia ao centro do melhor que posso em mim.

Quero o verde dos domínios aquáticos que Lhe trazem por amor a mim. O alfange Seu que rasga a opressão a favor de mim. Sua dança majestosa que embala minha alma e me faz espalhar luz ao meu redor. Sua calma que cessa, Sua ira que transforma, Sua força que me dá caminho. O verde Seu sobreposto ao azul meu e minha cabeça ao chão para Lhe reverenciar.

Mão do meu destino, me faça alcançar o que me sonhei e que é meu!


domingo, 4 de setembro de 2011

Iemanjá: minha reverência via Tiganá Santana


Iyá Ogunté:
O lugar da mãe guerreira
“A Dona do mundo faz do alcance o seu dizer
Ter água no corpo é merecer”
Tiganá Santana

Iemanjá é a senhora das águas do mundo. Abrigo e gerência de tudo que é vivo, sentido profundo das fragrâncias do feminino no que salta aos olhos e, também, no intraduzível. É a mãe belicosa que arrebenta as marés, debate-se em rochas, empunha o alfanje, socorre e mata, em nome do amor que a orienta. Energia aquática soberana de peixes e sereias, reflexo das donzelas querendo amar nas areias, símbolo da mulher-mãe que comanda seu lar.
Iemanjá é o mito que transborda a essência das águas, desperta a vida, cuida sem parar do infante humano em sua caminhada de abandonos. Ela habita as algas, transmuta-se em polvo, arraia, golfinho; às vezes, é a poderosa baleia; outras, sereia; do mar, no íntimo da água salgada, ela zela poeticamente pela existência potável do que mata a sede e dá vida ao que pode viver no território terrestre.
Ela é a dança do sossego. E a fúria intempestiva dos mares. Espalha oxigênio pelo mundo segurando as cabeças que compõem a humanidade. Qualidades da mulher que adolesce e da que envelhece em contrapartida. Equilíbrio entre beleza e segurança, ela toma conta de tudo que lhe afeta e se ilumina na força que a traduz: os elementos aquáticos.
Escorre dela também doçura.  Seus movimentos são lentos e oportunos, ela sabe chegar em sua majestade e marcar sua presença na luminosidade dos seus símbolos. Forte como a pedra do absoluto, translúcida e aderente como suas águas, delírio de pescador, uma senhora do cotidiano e quando mais perigo, ela é o mistério difuso que amedronta e afasta como os oceanos longínquos.
O negro feminino que pariu a Terra nascida da grandeza dos mares.  Iemanjá é puro encanto. O que se desliza e atinge; alcance e representação da esperança. Sua energia ocupa qualquer lugar e ela imprime proteção na alma de quem a entende. É quem aglutina gente e desintegra os desertos. Mulher que se abastece nos vestígios de fé que perfumam e enfeitam sua casa e se enfurece com o dessentido da poluição.
Iemanjá baixa nos terreiros no frescor da generosidade e da vaidade que a definem. Destacado alicerce da fé do povo do candomblé e musa sagrada inconteste das ressignificações que deram à sua personalidade divina. Ela é a dona do mundo.
Uma canção divina que nos embala para cuidar-nos. Segredos dos pescadores – Odô Iyá – frente a rios e mares, o pratear do xaréu nas manhãs baianas que alimentam a vida. Mulher de partilhas e abrigo no ventre. O feminino se ordenando – o comando político certeiro para que haja coexistência. A mulher ninando a cria com a mão de poesia na cabeça dos filhos sonhando. A mulher banhando cada sorte, cada caminho.
Iyá Ogunté nesses atalhos do Brasil. Deusa iorubana incrustada no Rio Ogum – avalanche de águas doces e salgadas nessa esfera mítica do humano viver. Deusa negra e original da afro-brasilidade. Seios fartos de leite e procura, divindade condutora da saúde dos pensamentos.
Iemanjá – serena representação no bairro do Rio Vermelho. Aquela mãe de todos nós que inspirou o poeta: “ter água no corpo é merecer”. Erú Iyá.
P.S. - Iyá de mim, Senhora que me ocupa, Mãe da minha proteção, Guardiã dos meus mistérios mais profundos, Dona das minhas sentenças, Voz maior na minha audição, Luminosidade na minha vida, Fonte inspiradora dos meus escritos, Baluarte que me conduz, Insígnia do meu princípio, Alfange que corta a favor de mim, Água que me purifica, Beleza que me anima, Útero que me dá paz, Nome que dobra em meu nome, Encanto das minhas certezas, Âmago da minha fé - Motriz absoluto da minha existência que é nada sem a energia aquática da Sua Presença.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O mar de todo dia

"com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas, e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele"
Clarice Lispector

O senhor que abriga a Senhora de mim. Espetáculo diário para meus olhos que procuram e encontram. Aquele cheiro que me acompanha a onde eu for. Fascínio descrito na sensação de viver com estando sem. Luminosidade que desperta o terror mas o medo não vence. Do cinza mais triste ao azul da minha adoração: eis o mar unido a mim. Eis-me fazendo silêncio frente a ele; eis-me me consolando do mundo terrestre que me exaure e confunde, indo por passagens secretas ao centro do mundo marinho. Ondas que me curam, me esfregam, me excitam, me governam e eu aceito. Sou filho-irmão daquele lugar onde tudo é vida. Ali minha paz é verde. Me tenho com peixes e as sereias cantam para mim. Me alimento de imensidão em acordo com o que não compreendo. O mar me anima a entender os meus irmãos que vivem sobre terra. Na água eu danço dentro da beleza e recupero o sal que me tiram. Cotidiana novidade é amar o mar. Leveza e inocência no mais estratégico senso de proteção. O mar me ensina  - eu que não aprendi a pescar; me ensina a poesia que domina meu interior, me ensina a sonhar. Minha espécie de pão mais rara, o mais límpido presente que o Universo me pôde dar. Mar de mim, sagração e prazer carnal, luz sobre meu destino, sentido e morada.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Iemanjá

Minha Mãe,

És a dona do mistério maior da minha vida:
me defenda, me ilumine , me nine
pois não caminho sem ti...

A palavra quando me toma
desagua por sua vontade...

Lhe sou todo agradecimento
E meu verde-azul me faz
A poesia maior que trago em mim:
Fé em ti,
Senhora de todos os mares.

Te amo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Iemanjá, soberana do 2 de Fevereiro


Minha natureza é pura água. Meus caminhos em sua dureza se suavizam porque me revisto de Fé. O que trago dentro de mim reluz a minha vontade de refrescar o mundo com poesia, com arte. Sou elemento de ação nas mãos da Rainha do Mar. A senhora dos oris que comanda o meu e me acompanha com doçura e proteção.
Sou um filho da Cidade da Bahia - tenho por hábito maior louvar os mares - e viajo todo ano na intensidade de Fé e alegria no Dois de Fevereiro, no Rio Vermelho, na entrega dos presentes à Dona Absoluta da minha crença que se renova sempre em minha vida.
Sou um filho do Candomblé e saúdo meu povo-de-santo que vai à Festa de Iemanjá, a mais nossa, a de toda água nos rios baianos passando pela Baía de Todos os Santos indo para a grandeza do Mar Aberto.
Dois de Fevereiro é meu dia na minha sagrada Bahia!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Nos seres de Iemanjá


"O que ela canta?
Por que ela chora?

Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar."

Iemanjá Rainha do Mar



Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?

Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.

Onde ela vive?
Onde ela mora?

Nas águas,
Na loca de pedra,
Num palácio encantado,
No fundo do mar.

O que ela gosta?
O que ela adora?

Perfume,
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar.

Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?

Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!

Qual é seu dia,
Nossa Senhora?

É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar.

O que ela canta?
Por que ela chora?

Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar.

Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?

Pescador e marinheiro
que escuta a sereia cantar
é com o povo que é praiero
que dona Iemanjá quer se casar.

E hoje é sábado!