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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Maio



É maio,

noitinha de 12 de 2014

há vento, há flores, há frio...

serenado estou como deve ser Outono,

sem festa, sem discurso, sem personagem...

eu doendo um pouco

fazendo silêncio para orquestrar o salto

movimentado à beira da lua,

extasiado com o que renasce

sob o nome de poesia.

escrevendo feito missão

ao Tempo.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Maio é o feminino em mim



O feminino vive a me rondar e a me encher de inspiração proteção estesias: eu tinha que ter nascido em maio, outono nos trópicos, colado à imagem de Maria, sendo, em muitos sentidos, mariano, seguindo em águas incolores verdes azuis branco-leitosas, alma perfume, cheio de fé.

Maio é o feminino que me põe de pé. Como setembro!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Maio é consumação



Então é maio. A carroceria das mudanças, a cena da transformação, o barulho do peito alertando para o recomeço anual que tem que ser aceito. É maio no entorno do que vejo, as configurações de intolerância geral, o desatino humano, a gente carente de gente, a falta de abraço, a sanha por dinheiro e poder, a deselegância... O mês que me ilumina, pois marca o meu nascimento neste mundo, neste agora, o instante tão rápido que me parecerá um segundo.

Em contrapartida, é maio na esperança... Luz vindoura do centro do peito a cutucar sonhos, a querer silêncio, a pedir abrigo, evitar fuxicos, acalmar para renascer. Maio dos outonos de mim, musicalidade serena do que crio para me ter melhor. Maio dos olhos castanhos e doces da minha saudade, da poesia menino a me ter diante de Deus e formular notinhas jornalísticas como prece para o amor. Maio dos escritos no papel, na tentativa do poema, do dilema formal, dilema carnal; das flores em rosa à luz das boas perspectivas. Maio toque em atabaques, fé que me sustenta, rosas brancas na mão, golfinhos e baleias a despertarem o mar.

Maio também como permissão. Possibilidade. Vontade. Coragem de fazer. Movimento em prol da vida deixando-se em faíscas da loucura que nos faz sobreviver. Maio para a saúde. Dança da mulher negra linda comportando tudo, deixando o que tem  a ver.

Maio daqueles olhos acontecimentos na canção de Marina. Um raio cortando o céu, a conta fina de Oyá no pescoço. Maio tira-gosto, sorvete que engorda, aconchego no colchão, cultura na cidade de São Paulo, jantar ao som de vozes queridas saboreando poesia, bebendo vinho, rindo e chorando, vivendo, partindo.

Maio é consumação.

sábado, 12 de maio de 2012

Maio

Motivos para renascer. Ter sol em paisagens marítimas e finda esta dor que não me quer largar. Um tempo destas palavras que esboço dentro da esperança que alimento. Um tempo da fome por beleza e fazeres saudáveis. Um tempo na explosão do tempo fazer acontecer. Tempo tem. No corpo que é meu e me delato com coragem e encenação. Toco na mudança que fisga este momento. É tempo de renascer.

sábado, 28 de maio de 2011

Hoje é sábado


"Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado. "

Mergulho de pedidos e muita contemplação. A vontade de me ver bem e estar à luz da inspiração. Para seguir o sol que chega aos lugares por mim.  Sábado é assim: dança de festa e fé, maneira de aproveitar-se só e com os amigos. Sábado é o destino de quem traz Iemanjá na cabeça. E eu vibro  da janela com os olhos no mar. E tudo pode acontecer; até ficar em casa com um livro, recriando histórias, reinventando a vida, redimensionando os sonhos, aproveitando o presente que é este dia que antecede o dia universal do tédio. Eu vou me lançar, e aqui, é sempre no hoje.