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domingo, 30 de dezembro de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

Três

Alguma coisa para ser dita. Dois filmes, um livro, Chico Buarque, Gil chegando, o aconchego da sobriedade, a verdade ventilando; os escritos, dois discos, sonora noturna, a lua maiúscula, olhares efebos em sala, cores, perguntas etnográficas, prazer das aulas, a imensa alegria por estar estudando.

Tudo no indício de que não pode haver desistência e o quanto vale sonhar. Caminhos. O poeta escrevinhando canções. Lembro da irmã límpida nobreza da realização em meus sentidos. Do meu ouvido abrigando a voz dela. Ter que recaptular. É noite.

A voz de Camelo na dança agradável de Amarante, o som daquela banda, a esperança amorosa da plateia, sonhos revividos, um tempo novo, consolo, o passado passou. A Concha Acústica da minha cidade no mundo, dizeres no muro, eu ainda querendo encontro.

Do lugar dos ônibus e o tombo maluco da vida processando. Outro livro, este risca marca insiste em deixar a saudade, mesmo no mudar das páginas, mesmo no acelerar das horas. Rush. Aprendo agora o que devo mas a preguiça ainda está. De olho em mim mesmo: valeram-me todos os sonhos e o seu.

sábado, 31 de março de 2012

Chico Buarque



"Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar (...)
Passas sem  ver teu vigia
Catando a poesia que entornas no chão".

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Caetano Veloso e Chico Buarque


O que dizer,heim?

- Ah, bruta flor do querer. Desisti.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O perigo em Bethânia

Maria Bethânia e Marlon Marcos ( momento eterno em minha vida)

Perigo é quando ela rasga o mundo do alto da sua serenidade.
Quando a palavra reage ao som e é mais veloz que a luz, é a sua luz.
O instante maior de medo é quando os seus olhos aceleram a sua visão - selando assim, a sua natureza animal, águia ao meio humano.
Os pés descalços, o figurino alvo, a voz no ápice... A dança que se repete sem limitar a beleza; os adereços no palco a expandir a coreografia que ela reinventa.
O risco no mergulho inteiro em um mar musical e o bailar das mãos atiçando os ventos. Amedronta porque voa.
O perigo real é quando desvelo no amor que sente cantando, e aprisiona os seus ouvintes estilhaçados pela voz misteriosa das sereias.

P.S.  A foto mágica foi tirada por Drailton Gomes, no Guararapes em Olinda. Nem sabia e super agradeço a ele por isso.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Todo Sentimento


Foi assim,
apenas a delicadeza.
E o que estaria para bem longe dali,
feito agonia para se tornar cio.
Mas foi a delicadeza...
A beleza brotando em tudo
no livro funcionando como corpo.
Um amor amigo de dia então,
quando noite pura proibição,
e muitas poesias...
Foi assim,
a delicadeza a machucar
a desenhar a carinhar
aquele encontro etéreo,
transcendência no igual,
gozo na forma lúdica
de delicadas palavras
ansiando Poesia.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Chico fala do seu novo disco


RIO - Normalmente recluso, Chico Buarque sentou-se diante de uma câmera e concedeu uma longa entrevista a si mesmo. O depoimento, assistido pela imprensa nacional na manhã desta quinta-feira no site 'Chico: bastidores', é por enquanto o único que o compositor pretende dar sobre seu novo disco, "Chico" (nas lojas físicas no próximo dia 22, depois de uma pré-venda de 7 mil cópias pela internet). Durante 44 minutos de conversa, o artista de 67 anos falou de sua satisfação pessoal com o resultado do novo álbum, primeiro em cinco anos e avaliado pelo próprio como superior a trabalhos anteriores. Ao menos por ora.
- É evidente que eu estou satisfeito com o disco, mas não tenho a menor ideia do que as pessoas vão pensar. Nem saberia comparar com outros discos meus. Para mim, no momento, este é o melhor. Mas é sempre assim quando a gente termina: melhor que isso, impossivel - disse o músico para a câmera (a entrevista, na verdade, foi feita pelo jornalista Bruno Natal).
Registrado em preto-e-branco para acompanhar a estética da capa do novo álbum, o vídeo mostra Chico digressionando sobre seu processo de composição, sua "inabilidade ao violão" ou as parcerias no disco, mas principalmente sobre o tempo, seu melhor amigo na confecção da nova safra de composições (são 10 ao todo, oito delas inéditas).
- Desde que terminei o outro disco ("Carioca", de 2006) não compus mais nada. Fiz uma turnê, cantei por aí durante um ano, depois escrevi meu romance ("Leite derramado"), que me tomou mais um ano e meio (o livro foi lançado em 2009). Depois foi mais um tempo para me desligar da literatura... - relata Chico, preguiçosamente, no início do vídeo. - Aí levou mais um ano para eu escrever a primeira música da nova leva. E começou com "Nina", a valsa russa. Uma foi puxando a outra...
À medida em que considerava uma nova canção pronta, Chico a enviava para Luiz Cláudio Ramos, diretor musical do álbum. Tudo bem devagar.
- Ia mandando as músicas com intervalo de um, dois, três meses entre uma e outra. Esse intervalo era o tempo em que eu estava fazendo, compondo, recompondo, desfazendo, descompondo, até chegar à forma definitiva musical, harmônica. A letra vinha em seguida, quase junto, às vezes ia sendo burilada no dia da gravação. Mas a música, quando chegou aos músicos, já estava encorpada. Eu estava mais seguro do que queria [para o álbum] do que em discos anteriores - avaliou.

RETIRADO do Site Yahoo-Notícias (14/07/2011)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fora de hora - Dori Caymmi


Fora de hora o meu coração


Pega a pensar no seu

Será que ele também

De mim não se esqueceu

Será que embora um bom coração

Deseja mal ao meu

Será que diz que nem

Sequer me conheceu



Quando é tempo de serenar

Quando é hora de recolher

Por que vai e vem

Na gente um bem querer

Quando já nem balança o mar

Quando nem uma luz se vê

Nem um dia além da noite sem você



Agora mora o meu coração

Sozinho como quer

Sem outra dor senão

A dor de ser mulher

E estar à sua mão

Quando você vier

Chico Buarque/ Dori Caymmi


domingo, 19 de junho de 2011

Lígia com Chico Buarque


Ele hoje faz 67 anos. Um senhor que combina a beleza do Rio de Janeiro com a poética do mundo. Alguém que vasculha na gente suas perguntas de gênio e sai amando por dentro de canções. Tudo que é lindo mora ali; vívido nos faz delirar e rima sua coerência artística com seu desregramento sócio-existencial. Desregra,sim! Como seus olhos - ardósia nos falando do mar. Esse eterno amor de uma nação. Fascínio. Caminho de sa fazer gostar e a gente ama. Ama Chico Buarque de Holanda: ouve , lê e canta!
E Lígia, do mestre Jobim, retrata nossos sonhos românticos banhados pelos ares e mar de Copacabana.
Parabéns, Chico! O Brasil é contigo...

sábado, 9 de abril de 2011

Incomunicável

No entanto, hoje, nada comunica. A luz está acesa em outro lugar. Muitas perguntas, esperas, sonhos mil, isso de querer dar e não, a poesia que salva e esgota, os filmes, a ideia do amor, uma força pra baixo, mortes desnecessárias, vidas oprimindo, a mentira, a verdade, a saudade, a cidade barulhenta, os projetos secando, fome e sede, falta de mar, o medo, a procura, o silêncio.
Hoje eu vi flores no jarro da casa de alguém; límpida visão de uma casa limpa tal qual seus donos. Flores amarelas intensificando os trovões em um sábado chuvoso e muita gente gritando. Vi - flores para ter beleza no dissabor - em tudo que me dói tem mãos e delicadeza. Hoje, terminei minha segunda leitura de Dois irmãos, de Milton Hatoum, e saí pensando na grandeza literária de uma tragédia; cotidiano humano, demasiado humano; a obra prima de um escritor manauara, insuportavelmente universal. Tá doendo até agora.
Dias que me tiram de mim, me roubam meu sábado, me levam a caminhos de paz com solidão. Outra manhã senão... Uma tarde de aula e isolamento... Atabaques sem acessar... A palavra de Gore Vidal apontando meu preço... Um vento quente tropical... Nada de telefonemas... Um perfume raro a favor da desesperança.
Hoje é fruto da tradição. Isis brincando no meu quintal a receber oferendas dadas a uma outra. Minha roupa branca manchada, calor no pensamento, vela apagando: o escuro de mim, bem ali, aonde eu mais me procuro.
Falas no que ouço dissabor, o retrovisor desalinha a paisagem: nada ficou pra trás. A palavra alicerça o grande mote. Flores amarelas naquele lugar a espreitar os meus tipos de morte.
Tenho lembranças de passarinhos vivendo em gaiolas. Uma música me acorda para doer ainda mais...
Minha vida, querido, não é nenhum mar de rosas; volta não, segue em paz...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Chico e Gal: A mulher de cada porto



Não teria graça se a vida fosse toda essa beleza sempre. Mas, sem ela só a morte. E dentro dela essas coisas do se querer viver à frente. Em busca do amor que nunca deveria faltar.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011




É bom me apartar da força do canto de Angela; às vezes não tem jeito... Ela cantando o nosso Chico Buarque, é de doer, é de chorar...

Cadê Você (Leila XIV)

Chico Buarque

Me dê noticia de você
Eu gosto um pouco de chorar
A gente quase não se vê
Me deu vontade de lembrar

Me leve um pouco com você
Eu gosto de qualquer lugar
A gente pode se entender
E não saber o que falar

Seria um acontecimento
Mas lógico que você some
No dia em que o seu pensamento
Me chamou

Eu chamo o seu apartamento
Não mora ninguém com esse nome
Que linda a cantiga do vento
Já passou

A gente quase não se vê
Eu só queria me lembrar
Me dê noticia de você
Me deu vontade de voltar