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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O artista


Dizem que não se pode, você não sabe fazer. Mas algo mais forte lhe domina  arrebata impele a querer aquilo como necessidade, como razão de viver; de repente, sem que você acredite, você faz em maravilhas o impossível dos que não lhe queriam ali. O sonho se abre, a arte nasce, a comunicação ilumina e a vida passa a ter sentido.

E você chora na extensão mesma de você. A extensão que produz beleza e maior que certezas, ante ao incerto que é tudo, toca o mundo do seu lugar , lindo, no tamanho ínfimo que compõe a sua humanidade e segue mais inteiro porque fez em nome deste chamamento que lhe torna artista.

Chora com o produto mesmo da sua arte.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vidas Inteiras



O  amor

O pecado de todo dia segura a minha mão.
O que descaminha sem me tirar do lugar.
Tem o brilho do inatingível, ressoa distância
E mesmo sem o alcançar,
Condena-me.

Falam do perdão que virá

Quando tudo estiver no fim...
Mas não, o pecado me confessou:
Sua ação é para além da morte
E é mais profunda que a dor.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O perigo em Bethânia

Maria Bethânia e Marlon Marcos ( momento eterno em minha vida)

Perigo é quando ela rasga o mundo do alto da sua serenidade.
Quando a palavra reage ao som e é mais veloz que a luz, é a sua luz.
O instante maior de medo é quando os seus olhos aceleram a sua visão - selando assim, a sua natureza animal, águia ao meio humano.
Os pés descalços, o figurino alvo, a voz no ápice... A dança que se repete sem limitar a beleza; os adereços no palco a expandir a coreografia que ela reinventa.
O risco no mergulho inteiro em um mar musical e o bailar das mãos atiçando os ventos. Amedronta porque voa.
O perigo real é quando desvelo no amor que sente cantando, e aprisiona os seus ouvintes estilhaçados pela voz misteriosa das sereias.

P.S.  A foto mágica foi tirada por Drailton Gomes, no Guararapes em Olinda. Nem sabia e super agradeço a ele por isso.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Esperança Zé Celso

Zé Celso

Um país não pode ter fim. Não um que tenha José Celso Martinez Corrêa embrenhado nos movimentos do seu Teatro Oficina, sacolejando a caretice, desafiando moralismos, inspirando-se no caos, acendendo luzes e reflexões, alimentando a criatividade e, ao mesmo tempo, se divertindo.
Um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira, poeta da libertação, José Celso Martinez Corrêa tem um pouco do seu trabalho e vida contados no documentário Evoé – Retrato de um Antropófago, de Tadeu Jungle e Elaine Cesar, da bela série Iconoclássicos, projeto do Itaú Cultural, e ali, fragmentos de uma poética da antropofagia ancestral tupinambá, depois de suas ressignificâncias oswaldianas e tropicalistas, ganham forma no corpo e no discurso do setentão Zé Celso, eterno e jovem encenador, em trânsitos da sua vontade de fazer reinar no Brasil a força do legado mítico dionisíaco amalgamado ao “canibalismo cultural” dos mais conhecidos índios brasileiros, os da família tupiniquim.
Expressiva beleza a nudez transgressora deste controverso artista amante das artes, um típico greco-africano inserido numa narrativa, onde ele é o narrador, que conta parte da história do teatro no Brasil do século XX, desenhando as resistências e as lutas que o Teatro Oficina, criado por Zé Celso, enfrentou para a sua permanência, na cidade de São Paulo, até os tempos atuais.
O documentário é uma ode à imaginação artística e centralizando-se em Zé Celso, centraliza-se no fazer artístico brasileiro, destacando a importância das artes para o livre pensar de um país e de quanto é revolucionário se ter humanos vivendo e fazendo aquilo que amam. Contemplação e arte, em Zé Celso, são puro trabalho.
A antropofagia, o seu sentido de transformação, que tocou na antropologia de nomes como Viveiros de Castro, e que pode ser sentida na canção Um índio, de Caetano Veloso, é o texto fundamental para se compreender as propostas estéticas do Teatro Oficina, ainda comandado por Martinez Corrêa.
O filme é uma pedagogia sobre realização. Reorienta a política, envergonhando os pesadões das economias e a burocracia.
(Publicado no Opinião, Jornal A Tarde, em 27/12/2011)

sábado, 26 de novembro de 2011

Sementes

Nada do que se incorpore ou que esteja para além de certa aproximação externa ou seja maior que impulso devido ou transgrida ou abrace de desejo ou assombre em nome do amor ou se queira película ou vença o impossível ou seja corpo como alma ou seja maior que casa ou tenha futuro ou que tenha presente ou que traga coragem ou que aconteça...

Nada como sementes escapando dos olhos enquanto o lábio beija o rosto e o corpo é todo espera e a vida intensa promessa à luz aquática do lugar.

Nada no espelho refletido e nem a linguagem pode criar.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Maria Bethânia desiste do blog O mundo precisa de Poesia



A tacanhice brasileira venceu. Um monte de videastas, novos poetas e cantores, tantos profissionais excelentes querendo fazer Poesia a valores curtos quase de graça. A saga de Maria Bethânia com o canto e a palavra, num lugar como o nosso, só poderia e deveria se muito bem pago. Poesia é cara, aprender é mais caro ainda. Não é porque sou professor, amante da Poesia, divulgador da canção brasileira, estudioso da nossa cultura, esmagado pelo descaso que todos os governos têm em relação à minha categoria que, mesquinhamente, tenho que refutar a grandeza inestimável de quem projeta algo tão luminoso, juntando Hermano Viana e Andrucha Waddington, que deva ser ratificado pelo mercado com pagamentos iguais a quem começa ou amadoristicamente se diverte com versos e imagens. Sei do meu tamanho, aprendi essa noção com ela... A proposta desse blog se inscreveu na minha alma. Ali, diariamente, eu poderia tê-la por perto cantando e fazendo POESIA. Meu amor e meu sonho de educador antropólogo foram feridos.

Não sei se o Brasil perdeu nada. Mino Carta disse que  o MASP é maior que o Brasil. O blog O mundo precisa de Poesia também seria maior que o Brasil, por isso não vai acontecer. Que se gaste muito com Copas e Futebol e a Poesia rasteje pedinte por um lugar qualquer qualquer nessa terra varonil.

Perdemos eu, que mereço muito!, e meus alunos. A cantora vai ao encontro de outra poesia e a grande sonoridade: reinventará Chico Buarque de Holanda.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O homem


Nunca saberia deixá-lo para fora do visível. Nem o desacataria a favor do esquecimento. Ele era a luz matutina que brotava com a brisa numa cidade litorânea qualquer. Sua boca era fruto da universalidade e a falta de voz expressão do seu mistério. Ele escrevia delicadezas, tinha medo da dor. Um corpo que dançava com estrelas, cavalos, peixes, mulheres, pássaros e solidão. Altaneiro em sua magreza elegante e viril. Poeta a declamar Mallarmé, Rimbaud, Baudelaire, a me ensinar sobre mim. Uma chegada como bons presságios; morada da rara beleza como em Maria Bethânia; criador como os anônimos escultores africanos. Fazedor das incompletudes deixadas nos sonhos. Água fresca deslizando pelo tórax ao calor baiano. E ainda assim: ausência.

Sua ausência era minha falta de nome. Estar ali no desenho da pedra esperando. Ter o sol menor que a força do desejo e a sede do encontro. Minha falta de nome nesses dias de profunda escuridão ao sol das ruas da Bahia. Trechos de sua fisionomia na memória dos meus olhos. Trechos da alegria que se esboçava em escritos dispersos no papel. A cor o jeito o tempero a verdade da delicadeza no nascedouro poético de um homem e ele era: o homem.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O mundo é sem perdão.


Eu deveria descrever os instantes lá fora. Captar a mágica de cada vida saindo pelo olhar de quem passa e nem me olha. Secretamente, alcançar os mistérios cotidianos que nos levam a seguir. Deveria me abrir a um tipo de respiração que incentiva a recriação, a reinvenção, a ressignificação, a re... Ver gente imersa no cumprimento do seu ser: tudo no nível mais simples: só ser. Tentar ajustar os fragmentos que percebo nos outros e entender aqueles  que me  fazem, os que sou eu.

Deveria ir a campo. Estimular minha poesia pelo viés metodológico da antropologia, aprender a escrever com profundidade, com forma, a partir de sensações geradas por meus olhares que perguntam. Ir ao outro numa dança de muitos neste tempo de ninguém. Ir para o que vem, o que se deixa mostrar, o que se apresenta com força e sentido e deixar o dessentido para as horas da grande solidão. Ir pelas cavernas do centro de Salvador, ultrapassar a beleza do povo e ver para além da dor de viver sem saber, sem objetivar.

Eu me faria essa espécie de escritor que já sou, revelado a mim pela legitimidade das ruas em descrições que não contam, transparecem sensações que enovelam a existência na dinâmica da convivência que não se pode evitar. Nasceria óbvio e obtuso - mas, a comungar com o mundo que insiste em fragmentar nossos sonhos e a retalhar o que chega diferente e a contaminar  com o nome de absurdo: o que está à frente mas, sei não, eles às vezes não querem, outras não podem, enxergar.

O mundo é sem perdão.

domingo, 7 de agosto de 2011

Maria Bethânia : Eros e Psique


O meu primeiro grande impacto da poesia na voz de Maria Bethânia: me veio com Eros e Psique. Minha adolescência começava  a entender que minha Casa Real seria, para todo o sempre, a Poesia. Melhor quando dita por minha rainha na Música Popular Brasileira. Essa é a minha eternidade.

sábado, 14 de maio de 2011

Água Viva ( e colibris)

" Escrevo-te toda inteira e sinto um sabor em ser e o sabor-a-ti é abstrato como o instante. É também com o corpo todo que pinto os meus quadros e na tela fixo o incorpóreo, eu corpo a corpo comigo mesma. Não se compreende música: ouve-se. Ouve-me então com teu corpo inteiro. Quando vieres a me ler perguntarás porque não me restrinjo à pintura e às minhas exposições, já que escrevo tosco e sem ordem. É que agora sinto necessidade de palavras - e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é a minha quarta dimensão."
Clarice Lispector, Água Viva, p. 10

Incorporeamente:
fluxo inócuo de carinho
resistência musical de adoração perversa.
À frente.
Segue-se o meu tosco no aconchego profundo do meu coração:
uma espécie de ninho.
Tambores rufando o inaudível,
palavras gastas,
mesmas formas,
constância da saudade,
os olhos-criança,
um aquele corpo,
inteiro,
pulsão,
suores,
marulho amplificado, 
areia e sol,
vastidão desamorosa,
compilação confusa,
eterno filosófico,
graça,
menino, deus,
presença morena,
paladar,
telúrico
Amor.





segunda-feira, 4 de abril de 2011

Em nome da poesia

Maria Bethânia
Maria Bethânia se ergue das grandes epifanias que a literatura lhe faz e as traz na voz para este mundo cada vez menos poético.

domingo, 3 de abril de 2011

Maria Bethânia: revelações que uma voz traz


Ninguém está acima do bem e do mal em nossas relações sociais; ninguém deve escapar da crítica e do controle sócio-político que defenda os interesses coletivos de um povo, de um país. Todavia, qualquer defensor dos interesses sociais e da receita que sustenta o andamento econômico de uma nação, não pode viabilizar, em nome de uma fiscalização estapafúrdia e daninha, o linchamento midiático, público e privado, de nomes que consagram a nossa cultura e que, do lugar que ocupam, fazem nascer possibilidades de um destino melhor para grande parcela da sofrida população brasileira.


Penso em Maria Bethânia. 46 anos de carreira impecável, se impondo contra os padrões da mídia que a ajudou a se consagrar como um mito contemporâneo brasileiro. Uma mulher que estudou só até a antiga oitava série ginasial, e é considerada por intelectuais, como o baiano Paulo César Souza, tradutor de Nietzsche e Freud no Brasil, como um “gênio brasileiro”. Uma artista voltada a registrar em sua obra a poética popular de nossa inventividade e nos levar para o esquecido interior deste extenso continente, pautando a favor da beleza e da dignificação social: o negro e o índio, o caipira nordestino e os violeiros dos sertões; traz na voz a sonoridade genial de Roberto Mendes e as canções primorosas de Roque Ferreira. Ressignifica, ao adorar a memória de uma iyalorixá, a pluralidade sacerdotal neste país de tantas etnias e matrizes culturais diversas. Uma mulher comum no seu jeito cotidiano de ser e rara quando sobe num palco.Uma militante da palavra feito poesia. Aquela que, desde os 19 anos, mistura a aridez do sertão nordestino às águas salgadas do poeta Fernando Pessoa; a que espalha a genialidade em expressão feminina de Clarice Lispector à de expressão masculina de Guimarães Rosa. A que puxa um ponto de caboclo e sai com Melodia sentimental, de Villa- Lobos, sem adulterar nada nem ninguém. A cantora, no Brasil, que melhor singra os mares de qualquer poeta em língua portuguesa e canta a beleza como razão de ser.


Consagrada e bem paga como deve ser. Menos que Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Xuxa. Maria Bethânia é corpo integrante desta sociedade capitalista, que rima qualidade com valor de mercado, e para sobreviver, do alto da sua exigência artística, altivez existencial e ares de diva, tem que “saber cobrar, lucrar” para continuar no mainstream da Música Popular Brasileira e ter poder de captar recursos para espalhar a tal poesia que todos esquecem todo dia; lembram hoje , porque o belo projeto “ O mundo precisa de poesia”, que reúne outros monstros como Andrucha Waddington e Hermano Vianna, poderá custar 1 milhão e trezentos mil reais.O subtexto mais profundo é o de que poesia é das praças, dos bares, das ruas; que os poetas de verdade morrem como Castro Alves, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Ana Cristina Cesar; ou seja, dão à poesia o lugar da miserabilidade, do tipo: Caio Fernando Abreu, em Londres, lavando prato, e na livraria em frente, seu livro Morangos mofados traduzido em destaque, e ele bem poético, sentindo fome e frio, em nome do tal heroísmo brasileiro.


Ou então, culpam Maria Bethânia por seu poder de barganha acima dos possíveis defeitos da Lei Rouanet; satirizam com projetos de outros blogs menos “caros”; ofendem, cretinamente, a artista como gananciosa e desonesta. Provando que, os fiscais desse Brasil não têm memória histórica e sensibilidade poética para alcançar as sutilezas deste projeto que são bem maiores que a quantia que poderá ser captada.


Sou fã de Maria Bethânia, me impressiono com sua entrega artística, a voz incomum, o trabalho de pesquisa, a beleza rascante anti-padrão, os ensinamentos antropológicos que me chegam a partir dos seus trabalhos e mais que tudo, me desequilibro com suas récitas louvando a língua portuguesa e que me ensinaram muito da poesia que me acompanha todo dia.Maria Bethânia se ergue das grandes epifanias que a literatura lhe faz e as traz na voz para este mundo cada vez menos poético.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Andrucha ataca "patrulhamento idiota" contra Maria Bethânia


Claudio Leal ( publicado em 16/03/2011)

"É um patrulhamento idiota". Diretor do projeto "O mundo precisa de poesia", da cantora Maria Bethânia, o cineasta Andrucha Waddington reage, indignado e em voz alta, aos ataques à artista, que sofre críticas por ter conseguido a autorização do Ministério da Cultura (MinC) para arrecadar R$1,3 milhão através da lei de incentivo.

O debate sobre o blog esteve no topo dos assuntos mais comentados no Twitter, nesta quarta-feira, e abriu uma nova polêmica com o MinC.

"As leis de incentivo à cultura são para todos. Quem colocaria dinheiro para fazer um produto comercial com 365 vídeos de poesias? Esses projetos precisam de leis de incentivo à cultura, porque senão jamais serão feitos", argumenta Andrucha, em conversa com Terra Magazine. Sócio da Conspiração Filmes e diretor de "Eu Tu Eles", ele diz que cada vídeo custará R$ 3.562.

- É uma equipe que vai ter fotógrafo, produtor, maquiador, figurinista, equipamentos... Cada programa está custando R$ 3.562. São 365 programas. Um programa por dia. Trabalho de um ano. A gente vai produzir mais de 600 minutos - ou seja, o equivalente a cinco longas-metragens. No Brasil, um longa-metragem está custando entre quatro e sete, oito milhões de reais, tirando "Tropa de Elite" - afirma.

Para Andrucha, a mídia deveria falar justamente dos méritos do projeto. O cineasta insiste: há um patrulhamento contra a cantora.

- É um projeto absolutamente lindo, não entendo porque existe esse patrulhamento em cima de nomes como a Bethânia. Ela foi absolutamente atacada hoje por ser ter sido autorizada a captar (recursos) para um projeto do qual ela faz parte. Tem muita gente envolvida.

Ele afirma que não se trata apenas de "um blog". Haverá postagens no YouTube e a divulgação do material, de junho de 2011 a junho de 2012.

- Não vejo cabimento. Esse é um projeto que não tem caráter comercial, é absolutamente cultural. É ambicioso porque é um volume de conteúdo muito grande, para trazer pro público os maiores poetas de língua portuguesa.

Nos pequenos filmes, a cantora pretende misturar música e poesia, num prolongamento da turnê do espetáculo "Bethânia e as palavras", patrocinado pela Icatu Seguros. Entre os autores selecionados, o padre Antônio Vieira, Cecília Meireles, Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen, o moçambicano José Craveirinha, Ferreira Gullar e Caetano Veloso. Bethânia gravaria também canções como "Dança da Solidão", de Paulinho da Viola, e "Estranha forma de vida", de Amália Rodrigues.

Nas gravações de cerca de dois minutos, Andrucha usará a fita beta analógica. O roteirista do blog será o antropólogo Hermano Vianna, que participou da única incursão do compositor Caetano Veloso pela blogosfera, no "Obra em progresso", de 2008. Viana e Elias Andreato colaboram com a artista nos espetáculos poéticos.

"Bethânia e as palavras" - o gérmen do projeto polêmico - será apresentado em mais quatro capitais: Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Quem levar um livro em bom estado de conservação, terá direito a meia-entrada. As obras e 5% da renda serão doados para instituições de ensino. Há alguns anos, Bethânia realiza visitas a escolas públicas para recitar seus poetas preferidos e divulgar textos em língua portuguesa.

Terra Magazine


P.S. O mundo precisa de Poesia, pulverizada por uma equipe de supertalento, que possa reacender o desejo de muitos jovens de conhecer a grandeza da palavra como metáfora. Vamos aguardar... Maria, por favor, não desista.