segunda-feira, 1 de abril de 2013

Em Sampa

(Marlon Marcos)

"Deixe o TEMPO resolver, o que tem que acontecer,livre"

Parece-me que, em mim, a vida é só pensamento. Quando descanso, penso sobre as coisas que dão descanso, e assim me inscrevo numa espécie de devaneio que não tem fim.

Parece-me que na mente inventei a eternidade e que eu nunca acabarei. Até o cansaço é infinito, o riso, a visão, o choro, a saudade... Tudo coisa solta na imensidão. Como a cidade de São Paulo.

Parece-me a existência, dentro aqui, não ter lugar nem pertença... Vivo por onde à espera de alcançar. Sou-me mais que o silêncio, e é nisso que me doou... Sangra retina, escapulo, escrevo bobagens, invado filmes, respiro poesia, uso contas e tenho fé.

Parece-me e é: minha única morada, o mar. Vivo de enchentes e vazantes que a solidão arranjou para mim.

São Paulo é outra saída?

Um comentário:

Talita Almeida disse...

Que lindo!! Gostei muito!!