sábado, 6 de setembro de 2014

Cássia Eller



minha alma levinha,
mas chorosa,
mais contente...

o sorriso
menininha
do rapaz valente...

quanta alegria!

revê-la personagem
nessa intensa saudade
que se cumpriu em nós...

quanta alegria!

apanhá-la pelos ouvidos
dançando em meus olhos
meu corpo suando...

quanta alegria!

me eternizar na
eternidade da sua música
pra chorar gratidão e vontade...

quanta alegria!

o excesso da sua presença
minha falta de paciência
para esse mundo tão careta...

silencio...

e navego a mim mesmo
nos reflexos dos seus
testemunhos.

venço muro
transito o oco
a cara gata extraordinária;

viajo

entre signos clariceanos
e clamo:

todos os sons
todos os versos
que ouvi e li

em sua voz rasgada.

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