segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Do sorriso


Quando ele se junta ao brilho dos olhos, um espetáculo humano se anuncia. Ele cruza a dureza dos dias se fazendo a paisagem mais desejada. Triunfo nas histórias de amor; fogo alto abrasando as paixões correspondidas.

Ele escreve o passar dos anos simbolizando, com a leveza, a vida. Seu toque é o fulminante que não fulmina. Acorda para o prazer e para a vertiginosa vontade de abraçar quem dele se lança.

Uma pintura traduzida em manhãs ensolaradas, e com brisa, em  noites aquecidas por vinho música poesia: encontro de dentes.

Quanto frescor traz faz o sorriso. Ainda mais se misterioso e profundo, se límpido e inocente, se generoso e sensível... Carnaval que vai ao blue da existência, acelerando as ondas do mar. Ele age sem sofreguidão, mas é lânguido também. Ponte - o sorriso é a ponte que aproxima, aglutina, mistura, conflita, mas sempre salva. É amizade.

Aquela batida fazendo o corpo mexer. A torcida para que tudo dê certo. Aquele silêncio que ensina sem didáticas; a sensação do contido que se externa mas não barulha.

O sorriso é uma espécie de dança, com movimentos serenos, coreografia rara irreprodutível, instante fotográfico, dizer magnífico na ausência de palavras.

Amor sendo. Em todas as possibilidades relacionais. Desconserto e, às vezes, agressão. Melhoramento onírico, arquiteturas do sexo.

Solidamente aquático, dos olhos à boca: o sorriso é a tentação da qual ninguém escapa.

Um comentário:

India Cerquueira disse...

MUITO LINDO AMEI DE BOM AGRADO