quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Falando de flores




Para dentro do mais profundo sentido: isso de aguçar o ânimo e, pelo ímpeto da beleza, ainda esperar da vida. E muito. Vendo com o toque e atingindo com o sonho. A inspiração. Clariceanamente a incumbência de zelar pelo mundo. Amando por cima dos jornais; doando para além da nossa mendicância.
 
Para fora e sentir o obtuso que comanda o mundo em histórias atuais. O real que invento para ser ameno e algum sonho gerar. Um copo d'água deslizando sobre nossa sede. Banho de mar noturno consigo e com Ela. Primavera constante. A aula que transforma. O aluno que ensina. Folha que traz a fé. Roupa branca todo dia. Dança apaixonante entre Billie e Bethânia; silêncio ao som de Tiganá.
 
Festa. Morar na descoberta de outra cidade. Ao longe como pirraça e prazer. Ser-me à leitura de Hilda. Viver acima do desgaste. Agora, adolescer... Plantar a árvore, cantar pra Tempo. Transcender o barulho que impede a fruição. Olhar no olho do outro e nos alcançar. Fazer delicadeza.
 
Fernando tomando-me a pessoa no transe da comoção. Poesia. Caminhada descalço à luz da lua. O vento que transporta. Abrir a porta para ele entrar. Caetanear com o corpo a juventude alheia. Desejar. Estar do lugar onde o inteiro me traduz. Erros. Acertos. Meu abraço de doçura e poder. O quase que não sai de mim. Como o azul. E o verde da minha casa. O mar.

Um comentário:

Carlos Barros disse...

Incrível como este poema sincronizou com um sentimento meu agora...
Acabei de me ver em uma canção de caetano feita para Bethânia e falei disso em público...
Sincronicidades de irmãos que se amam e que vão além no guardar do Tempo!
O texto é inspirador.
Obrigado!