quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Não quero só assim

Eis que escuto sua voz. O som escorre por dentro de mim me animando e me fazendo chorar. Ou será sonhar? Ligo-lhe na tela do cinema; revejo-lhe na novela; desenho seu rosto na palma da minha mão. Mas é o poema que lhe traz e faz e é...
 
Perdido entre o que leio, escrevo e imagino no dessentido de viver buscando o "nascer do poema". Anseio pela boca no escopo erótico da palavra como arte. Pela boca no céu do seu ápice chegando em mim. Fundo do fundo no melhor da imagem.
 
Sua luz vermelha que refiz azul. Outros signos na paisagem do agora: o que não mais conheço. E esse seu todo que não me sai, até o que nunca conheci.
 
Escuto sua voz que me diz: sem toque nos tocaremos muito mais. Mas não quero só assim.
 
Seus olhos nos meus; hoje eu tive um pouco de paz.

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