terça-feira, 21 de outubro de 2008

Singulares


Um artista é produto criativo de si mesmo. É o traço íntimo da sua emoção somada ao que ele racionaliza sobre o que cria. Uma alma que se desnuda no afã da singular comunicação. Uma história que se alimenta dos olhos de quem o prestigia e da recepção de quem o acompanha. Ele nunca se pode sozinho. Sua presença significa alento e perfaz os horizontes diversos daquilo que queremos como inspiração.
Eis o raio do sol de uma voz. A presença líquida de uma alma sonora que chora que ri que sente... Eis o quadro de uma voz que singra o mar da evolução e que faz do tempo instrumento absoluto do aperfeiçoamento e da nítida transformação...
Eis o que se arrola para instar dizeres ao labirinto dos ouvidos aumentando o mistério da gente. Incômodo e prazer. Desatino e conservação. Rasuras e perfeição. Crueza e síntese. Tristeza e alívio. Fugacidade. Perenidade. Esteio. Continuação.
Uma voz entregue aos seus mitos.
Um corpo que se investe para o som.
Uma alma feito estesias.
Uma mente translúcida.
Um lugar de contemplação.
Mímese do que admira.
Uma outra estação.
Eis o som que se nos acompanha advindo da força vermelha de uma garganta terra. Eis um homem menino vestindo-se cantor. O protegido que se abandona para reelaborar a sua arte. Caminhos singulares ressoando a voz doce dos ventos - seu nome é Gal - nesse seu trajeto de reinvenção. Voz que acorda a memória e umedece os olhos e embriaga o espírito. Traço do sentido assombro que garente à vida: movimento e felicidade.
Eis, orquestrando a imaginação, a voz carlos barros.

2 comentários:

Carlos Barros disse...

Quer saber mesmo o que aconteceu na leitura?
Lágrimas por lágrimas, os olhos falaram pela voz.
Neste momento não daria pra cantar nada.
Só posso agradecer e abraçar!
Como a aurora abraça o mar, o céu de Iansã abraça as águas de Iemanjá.
Nossas mães agradecem pela nossa amizade/irmanação.
Que Deus te ilumine!

Marlon Marcos disse...

Oxum há de cuidar de sua voz!Sempre!