
Ele trouxe um olhar masculino para as perguntas literárias iniciadas por
Clarice Lispector: um jeito de introspecção numa soltura verbal criando imagens dilacerantes...Impactos ditos de dentro e de fora de uma das mais importantes escrituras desenhadas no urbano de nós, brasileiros. Um gaúcho universal, místico e cheio de fé. Reluzente e feroz. Conhecedor da ambiência dos orixás, adorador de
Iemanjá e
Oxum, amante da música popular do Brasil, um crítico inteiro das coisas que nos faziam e que nos desfaziam também. Ler
Caio F. é chegar pra perto de nós mesmos e umas vezes gritar, outras chorar, algumas calar e muitas imaginar a vida pelo viés da realização. Mais uma epifania, em mim, tal como as marcas que Clarice me deixa, Caio é um dessassosego que me movimenta enquanto eu sujeito de mim mesmo. Um homem de olhares
pós-gêneros... Introdutor resoluto dessas coisas de pluralidade,
diversidade, identidades múltiplas - um tipo de
Caetano Veloso em nossa literatura.
Um comentário:
Rapá! Acabei de reler "Onde Andará Dulce Veiga?" Deleite.
Sabes se já existe o filme em DVD?
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