
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O mar Dorival Caymmi

quarta-feira, 29 de abril de 2009
Da água que envergonha a sujeira

segunda-feira, 27 de abril de 2009
Mamãe Oxum por Maria Bethânia


Yá Lodê,
domingo, 26 de abril de 2009
Do lugar da Fé
Alice Ruiz na minha tardinha
e
eu
que não sou
Alice
vou aprendendo
que
com poucas
Letras
se ganha
o mundo
é
só fazer
do olhar
duto
pra poesia
que
o mundo
veste
e
verte.
Vitor Carmezim
Todo menino é um rei

Roberto Ribeiro
sábado, 25 de abril de 2009
A moça do sonho

quinta-feira, 23 de abril de 2009
Tempero da imaginação

Para ver o sol sobre mar e gente
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A pequena princesa - o livro

segunda-feira, 20 de abril de 2009
Clementina de Jesus vista por Walter Firmo

Artista: Walter Firmo
Curadoria: Emanoel Araújo
Local: SAC do Palacete das Artes Rodin Bahia
Abertura: 30 de abril de 2009
Horário: 19 horas (aberta ao público)
Visitações: de 1º a 31 de maio de 2009, das terças-feiras aos domingos
Horário: das 10h. às 18 horas.
Endereço: Rua da Graça, 284, Graça
Entrada Franca
Lançamento: Walter Firmo- Brasil: Imagens da Terra e do Povo (livro)
Editora: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo
Local: Palacete das Artes Rodin Bahia
Horário: 19 horas.
Valor do livro: 190 reais.
Aberto ao público
Maiores informações:
Murilo Ribeiro ( diretor do Palacete das Artes): (71) 8888-8202//3117-6987
Ascom/Palacete das Artes: Marlon Marcos (jornalista DRT-BA 2235): (71) 8107-4693//3117-6986
Setor de Produção/ Palacete das Artes: Janaína Mendes – (71) 3117-6983
domingo, 19 de abril de 2009
Roberto Carlos, 68 anos
Corsário

sexta-feira, 17 de abril de 2009
Tintas para uma revolução sem fim

quinta-feira, 16 de abril de 2009
Zé do Caroço

Leci Brandão e Mariana Aydar


quarta-feira, 15 de abril de 2009
Passagem

segunda-feira, 13 de abril de 2009
Azuela para o Azul

Viu que a terra é toda azul, amor
Isso é bom saber
Porque é bom morar no azul, amor”
Milimétrica estesia que se somando a velocidade da luz, nos arranca do dessentido e nos faz girar até a conquista dos nossos mais significativos instantes. Espasmo da voz alongando-se ao centro do coração amado, horizontando-se como chegada, como entrada, como fixa absorção do nutriente mais preciso... Descarga, aos olhos, o azul é pedido.
Fruto calorífico das canções diluídas da POESIA. Marca sutil da tristeza que inspira. Símbolo apaziguador da força do sol no céu dos trópicos. O canto de Billie. A récita de Bethânia. Os olhos-castanhos mais amados molhados de lágrimas doces. Um grito escondido. A palavra em Clarice. O poema de Hilst abrindo maior a ferida. Uma seleção de músicas em fita. O sorriso dos amigos. Água do mar banhando. Ondas do mar alisando. Calma pós-orgástica. Beijo de filha. Sobrevoo no Rio de Janeiro. Morada soteropolitana. Dança descolada. Cerveja, pipoca e filme. Café. Ouro Branco, o chocolate. Jornalismo em atividade. An-tro-po-lo-gia. Do real à fantasia, com jeitinho carinhoso, o azul sempre está.
Camucim com rosas amarelas, acima de uma grande mesa de jacarandá, encoberta com toalha em renda azul-turquesa, à espreita do nome da felicidade voltar. Nas asas, na cara, no corpo, leve e brando, guardadinho por tecido inventado com esta cor dos melhores sonhos...
AZUL, pelo PODER deste AMOR.
domingo, 12 de abril de 2009
Gal Costa - sempre musa!
P.S.: Saudade e agradecimento dentro de mim; valeu, mainha!
Das lições de Batatinha
“Todo mundo vai ao circo/ menos eu, menos eu/ Como pagar ingresso se eu não tenho nada/Fico de fora escutando a gargalhada”. Esses versos são de um dos maiores poetas da música do Brasil no séc. XX: Batatinha. O circo é um manifesto; de modo simples, sem muitas elaborações, ela, a canção, perfila o teor de exclusão social vivida pelos humanos negros e pobres na Bahia dos anos 40, 50, 60 e 70. É uma obra prima. E eu não estou pedindo o tombamento da canjica.
Agora é tempo de relembrar a importância histórica do compositor da dor no cancioneiro brasileiro; a pouco mais das 18h., do dia 22 de março, no Unibanco Glauber Rocha, foi lançado o excelente longa “Batatinha – O Poeta do Samba”, de Marcelo Rabello, que verteu lágrimas dos olhos de quem viu a sua projeção.
O documentário recupera, em belas imagens, a trajetória e a ambiência vivida por Oscar da Penha, em sua Cidade da Bahia, que tanto lhe deve por sua grandeza artística, e que poucos conhecem e reconhecem; o homem de versos primorosos e tristes tornados “canções de carnaval”. Como linguagem, o documentário não é inovador; lembra o já feito sobre outro grande sambista, o carioca Cartola; busca uma narrativa meio sociológica, passeando pelo nosso empobrecido Centro Histórico. Mas, com maestria, capta a poesia da obra de Batatinha desfiada nos lugares mais freqüentes em que o mestre viveu. E amigos, parceiros, filhos têm voz para falar sobre a estrela maior deste filme.
É isso: o grande mérito de Rabello, como diretor e roteirista, é ter feito Batatinha a estrela maior de seu próprio documentário. Ele evitou entrevistas e depoimentos com nomes nacionais da música brasileira, que divulgaram o nome de Batata; conseguiu assim, relatos comoventes da gente que viveu o tempo todo com ele e que endossam o seu talento submetido ao provincianismo da Salvador de outrora.
Conheci Batatinha via Caetano Veloso, em Hora da Razão, e Maria Bethânia, em Diplomacia. Sou fascinado pelo CD Diplomacia, produzido por Jota Velloso e Paquito, em 1998; ali tem Bethânia sublime em Bolero e Jussara eterniza Ironia, esta de Batatinha com Ederaldo Gentil. Aliás, a cena mais forte deste documentário é a que traz Ederaldo sem mostrar o rosto, chorando, tendo suas palavras, sobre o mestre morto, lidas por sua irmã, e Vera da Penha, filha de Batata, o consola e cantarola outra obra prima do samba brasileiro: Ironia.
Ah! Bahia do carnaval dos brancos da “Orla”. Por que não criam uma Fundação Batatinha e ajudam na reforma do bar Toalha da Saudade, referencial que pulula a memória do nosso poeta. Toalha, onde no início dos anos 90 eu bebia cerveja e comemorava meus aniversários. Toalha, onde ainda hoje, eu bebo, ouço samba, e converso com Vavá, filho do mestre.
(Publicado no Opinião do A Tarde em 09 de abril de 2009)
sábado, 11 de abril de 2009
Chico e Caetano: bravíssimos!

quinta-feira, 9 de abril de 2009
Sinônimo da vitória

quarta-feira, 8 de abril de 2009
Simplesmente isso: eu estou aqui!

Tardinha de nuvens e leveza. Um pouquinho de febre daqui como alimento de desejo sexual e jeito da melhor companhia. Cara de desenho queridíssimo. Adornos em azul e branco e a mente. Luz no início do túnel para o infindo mistério que acompanha este após. São dias de Abril. Sol amarelo no lugar azul da inspiração. Lugar de música e a poesia se esparramando da maneira sutil que a torna a mais sagrada das artes. Hilst na mão e o pensamento livremente amoroso como deveriam ser todas as vidas. Boa tarde, alegria!
Fragmentos do AMOR de Hilst- pela manhã
Numa tentiva de adolescer com qualidade, enfrentar manhazinhas comuns e cotidianas, deixar de ser você, por horinhas consagradoras a coisas que só a grande poesia pode trazer. Vem dela, de quem mais seria?
Porque corpo é um conceito suposto de matéria
E finito.
E aquela é luz.
E etérea.
Pertencente é não ter rosto.
É ser amante
De um Outro que nem nome tem.
Não é Deus nem Satã.
Não tem ilharga ou osso.
Fende sem ofender.
É vida e ferida ao mesmo tempo,
“ESSE”
Que bem me sabe inteira pertencida.
IX
Ilharga, osso, algumas vezes é tudo o que se tem.
Pensas de carne a ilha, e majestoso o osso.
E pensas maravilha quando pensas anca
Quando pensas virilha pensas gozo.
Mas tudo mais falece quando pensas tardança
E te despedes.
E quando pensas breve
Teu balbucio trêmulo, teu texto-desengano
Que te espia, e espia o pouco tempo te rondando a ilha.
E quando pensas VIDA QUE ESMORECE.
E retomas
Luta, ascese, e as mós do tempo vão triturando
Tua esmaltada garganta...
Mas assim mesmo
Canta! Ainda que se desfaçam ilhargas, trilhas...
Canta o começo e o fim.
Como se fosse verdade
A esperança.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Dia do Jornalista (07 de Abril)

"Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
94 anos : Billie Holiday

segunda-feira, 6 de abril de 2009
Cruzada

Yemoja Odô Iyá

Senhora de todas as águas; Poderosa Rainha dos mares.
Dona da orientação das cabeças humanas; Signo da profunda proteção.
Quando Ela chega acalmam-se as cidades ou tudo se inunda...
Habita os sábados, veste-se de branco , azul claro, verde-água
Carrega o alfanje, guerreia e vence o mundo do seu lugar soberano
Arquétipo múltiplo da maternidade
Mãe negra da humanidade.
Yemoja Odô Iyá !
Das rosas amarelas

Vidas Inteiras

Eu não tenho pressa
Eu posso esperar vidas inteiras
Mas tenha a certeza de que lhe interessa
Deixar escapar o ouro do agora
Para que não seja numa tarde dessas
Tarde demais
Não seja por isso
Eu não tenho pressa
Eu posso esperar vidas inteiras
Mas tenha a certeza de que lhe interessa
Deixar escapar o ouro do agora
Para que não seja qualquer tarde dessas
Tarde demais
(Adriana Calcanhotto)
Abril

Sinto o abraço do tempo apertar
E redesenhar minhas escolhas
Logo eu que queria mudar tudo
Me vejo cumprindo ciclos, gostar mais de hoje
E gostar disso
Me vejo com seus olhos, tempo
Espero pelas novas folhas
Imagino jeitos novos para as mesmas coisas
Logo eu que queria ficar
Pra ver encorparem os caules
Lá vou eu, eu queria ficar
Pra me ver mais tarde,
Sabendo o que sabem os velhos
Pra ver o tempo e seu lento ácido dissolver o que é concreto
E vejo o tempo em seu claroescuro
Vejo o tempo em seu movimento
Me marcar a pele fundo, me impelindo, me fazendo
Logo eu que fazia girar o mundo,
Logo eu, quem diria, esperar pelos frutos
Conheço o tempo em seus disfarces, em seus círculos de horas
Se arrastando feito meses se o meu amor demora
E vejo bem tudo recomeçar todas as vezes
E vejo o tempo apodrecer e brotar
E seguir sendo sempre ele
Me vejo o tempo todo começar de novo
E ser e ter tudo pela frente
Calcanhotto
Da energia de Abril

O pior deste mês é a memória das minhas maiores perdas. Tudo bem, tem coisas que não podem ser giz.
domingo, 5 de abril de 2009
Eterna Cássia
Eterna compilação de muitos sonhos que tive, tenho e ainda terei...Você nunca me foi morte e sim um Sim ao contínuo nascimento. Primavera. Tenho saudades da sua presença como descreveu nossa Clarice. Tenho. Trabalho. E escrevo para publicar essas coisinhas e me vingar deste mundo bundão que não sabe porque mata e pelo que concorre. Vou ouvir você e Roberto, para não perder meu direito à contradição. Saudades. O Relicário destruiu-se mas a música ficou em mim. Pra sempre. Mas pra sempre sempre acaba, não é?Você não,viu? Eterna Cássia.
Dos livros
Dos livros eu quero muito. Tê-los como companhia e , como diria Caetano, prazer tátil. Viajar dentro deles e imaginar coisas que suplantem o dessentido que nos encaminha. Dos livros, quero sentido e fruição e sabedoria e libertação. Por isso, como Jorge Luís Borges, eu vislumbrei:
"Sempre imaginei que o Paraíso fosse uma espécie de livraria".
Será isso, de amar os livros, algo que acomete os solitários? De acordo a Simone de Beauvoir, com livros e leitura não há solidão.
E eu os tenho agora aqui! Então, tá.sábado, 4 de abril de 2009
De noite com Manuel Bandeira
Sem cais

Iluminações

Algo da palavra que caminha o ar.
Que me respira e tira a força.
Algo da palavra que faz o medo,
Desenha o receio mas voa.
Sem paragens e nem imagens.
Só luz azul e branca. E alcança.
Instantes da minha criança que não sabe cessar.
Rastros que não deixo neste voo que faço.
Algo do primeiro para além do final.
Brilho de uma eterna saudade.
Cinema em cores - silêncio.
Saudade.
Iluminuras do meu eu errante
Nas marcas eternas do grande poeta:
Minha descida solitária ao meio-dia
Ao inferno de todo dia em cada um de nós.
Sinuosidade

quinta-feira, 2 de abril de 2009
Três coisas sobre Lispector

quarta-feira, 1 de abril de 2009
Congresso Brasileiro sobre o Canto e a Arte de Maria Bethânia: 45 anos de Palco ( 2010)

Maria Bethânia, além de ser uma das maiores cantoras do Brasil em todos os tempos, sempre esteve ligada a aspectos sócio-antropológicos do seu povo; sempre se alimentou esteticamente da musicalidade, da religiosidade, dos saberes, das danças, da poesia, que nasce no âmago do Recôncavo baiano, e também, é tradutora de um país enraizado nesta tradição luso-afro-brasileira.
Para desfiar discussões científicas em torno da cultura musical da cantora e as suas identificações, alguns nomes de intelectuais de ressonância nacional, já aceitaram a empreitada, entre eles: o sociólogo Milton Moura, a dramaturga Aninha Franco, o poeta Jorge Portugal, o compositor Jota Velloso, a professora mineira Lúcia Castello Branco, Leila Name, o músico Roque Ferreira, entre outros que estarão analisando a importância desta artista para a preservação da memória cultural do diverso povo brasileiro.
O congresso abarcará 45 anos de história da canção no Brasil, no que foi noticiado, registrado, gravado, filmado pela singularidade da artista em questão. Acontecerá em Salvador e é dirigido ao público em geral.
Equipe Rosa dos Ventos
Assessoria de comunicação: Marlon Marcos ( jornalista DRT-BA 2235)
Contatos: (71) 8107-4693//(71) 8749-5595