
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Espelhamento

quinta-feira, 30 de julho de 2009
À procura de um olhar

Mil e um Zés Celsos
Esta matéria foi retirada hoje, 30 de julho de 2009, do Terra Magazine ( http://terramagazine.terra.com.br/), e aparece aqui para homenagear o grande José Celso Martinez Corrêa:
Advogado, artista, diretor de teatro e de cinema, ator, músico e compositor. Este é José Celso Martinez Corrêa, mais conhecido como Zé Celso. Suas facetas podem ser conhecidas de 30 de julho a 6 de setembro no Itaú Cultural. "A Ocupação Zé Celso", nome da exposição, traz fotos e documentos inéditos acompanhando o artista da sua infância aos dias de hoje.
O evento é parte da série de mostras de curta temporada, programada pela instituição, sobre veteranos consagrados que servem de referência e influência às novas gerações de artistas que despontam nas artes visuais, no teatro e na literatura.
Centenas de fotos, 12 sets com cenários representativos de cada época, 33 monitores, sete projetores e até um quarto, chamado Paucucama, cujas projeções só poderão ser vistas por maiores de 18 anos.
Zé Celso nasceu em Araraquara em março de 1937. Mudou para a capitar e nos anos 1960 deu início ao seu trabalho com o grupo do Teatro Oficina. Sua produção é encarada por vezes como como orgiástico, dionisioaco e antropofágico, como menção ao movimento surgido durante a Semana de Arte Moderna de 1922.
O grupo liderado por Zé Celso era amador e foi formado quando ainda integrava a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Alguns de seus primeiros sucessos foram: Pequenos Burgueses, de Máximo Gorki; O Rei da Vela, de Oswald de Andrade e Na Selva das Cidades, de Bertolt Brecht. Sempre irreverente, Zé Celso ganhou todos os prêmios de melhor direção.
A pesquisa foi feita por Marcelo Drummond, Elaine Cesar e uma equipe do Teatro Oficina. Álbuns da família Martinez Correa e dele mesmo, arquivos na Unicamp e do Instituto Moreira Salles, gavetas no Oficina, testemunhos do próprio registrados nas centenas de entrevistas de todos os gêneros que já deu resultaram em uma compilação de informações como ninguém reuniu até hoje.
Todo este material pesquisado vai subsidiar, ainda, documentário sobre a vida do artista. Dirigido por Tadeu Jungle e Elaine Cesar, com realização do Itaú Cultural, será lançado em dezembro deste ano.
Foto: João Luiz de Castro
SERVIÇO
Ocupação Zé Celso
29 de julho, coquetel de abertura
De 30 de julho a 6 de setembro
De terça a sexta, das 10h às 21h
Sábs., doms. e feriados, das 10h às 19h
Entrada franca
Terra Magazine
terça-feira, 21 de julho de 2009
DVD - As canções que você fez pra mim

O poeta pede ao seu amor que lhe escreva

em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.
(Tradução William Agel de Melo)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
50 anos de morte de Billie Holiday

da cor azul é mar

sexta-feira, 17 de julho de 2009
Amor, Oxum

Noite de Estrelas

quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ludo Real

O sol que a chuva apagou

A cidade das mulheres: uma etnografia do encantamento

Deixa o verão

Rodrigo Amarante
terça-feira, 14 de julho de 2009
Além do Mocambinho
Ilza e o Mocambinho: lugares gostosos
Giz
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Edgar Morin:" A Bahia é o coração vivo da cultura brasileira"

Edgar Morin concedeu entrevista exclusiva à repórter Ceci Alves ainda em estado de graça por ter visto, na noite anterior, o Balé Folclórico da Bahia. Apesar de ter sido mais uma das muitas atividades de suas férias baianas, a ida ao Balé Folclórico o suscitou questões sobre as quais se debruça em seus estudos: a globalização e os efeitos que causa na cultura original dos países a ela afeitos. O pensador – que partiu domingo rumo ao Rio de Janeiro e a São Paulo para cumprir agenda de compromissos e palestras até o dia 19 – pondera: “A globalização tende a destruir as culturas frágeis, que não podem resistir, mas fortifica as que encontram em si mesmo sua força”. Isso ele disse, entre outras coisas, na entrevista que segue.
Verde traz
domingo, 12 de julho de 2009
João Antonio, quem mais seria?

sábado, 11 de julho de 2009
Densidade

A cidade é Nova York. A cantora é a maior de todos os tempos. O pensamento é um intervalo entre ser e querer sem ditames do tempo. A voz me arde no Centro da Cidade da Bahia . Uma caminhada longa desvela fragilidades. O peito reage alegre sem saudade e reabre-se para novos preenchimentos. Esperança é assim. Olhos verdes na minha cara apontando alguma solução. Nova York é logo ali. Meros pensamentos aquecidos no lamento bonito daquela voz feminina.
O que é tele-transporte? A alma pode viajar? O que é estar lá sem sair daqui? Ver é amplo e cruel. Não ver dói mas sossega. Eu quero embarcar. Chegar na imensidão das novidades. Me deslumbrar e escrever obviedades. Quero me sentir mais vivo. Doer de prazer. Mergulhar no mar verde do meu querer e sair inteiro. Ter sobrevivido.
Cada recorte vocal é uma sensação de novidade: a maior paisagem que um ouvido pode sentir e navegar. Encontro com a tristeza maioral. Sem pejuízos. Intacta inspiração. Vestes do blue ansiando um outono em NovaYork.
Nova York - para que o novo seja novo em mim. Billie Holiday.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
A danaide

Em algumas versões, as Danaides que assassinaram os seus esposos foram punidas, no Hades, a encherem de água uma jarra com furos, por onde a água voltava a sair."
Morada de Mim

Stevie Wonder: voz interplanetária

quinta-feira, 9 de julho de 2009
Da imensidão do que eu não sei

quarta-feira, 8 de julho de 2009
Minha cabeceira
Por que tão sensível?
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Mahler e aquela sinfonia

Saúde Mental
domingo, 5 de julho de 2009
A voz de Maria Bethânia para Clara Nunes
Prêmio de Música Brasileira 2009, ano Clara Nunes, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, noitinha de 1 de julho e a canção mais celebrada na voz de Clara, minha favorita, Conto de Areia, na voz sem igual da maior cantora desta terra, Maria Bethânia. À letra:
É água no mar, é maré cheia ô
mareia ô, mareia
É água no mar...
Contam que toda tristeza
Que tem na Bahia
Nasceu de uns olhos morenos
Molhados de mar.
Não sei se é conto de areia
Ou se é fantasia
Que a luz da candeia alumia
Pra gente contar.
Um dia morena enfeitada
De rosas e rendas
Abriu seu sorriso moça
E pediu pra dançar.
A noite emprestou as estrelas
Bordadas de prata
E as águas de Amaralina
Eram gotas de luar.
Era um peito só
Cheio de promessa era só
Era um peito só cheio de promessa (2x)
Quem foi que mandou
O seu amor
Se fazer de canoeiro
O vento que rola das palmas
Arrasta o veleiro
E leva pro meio das águas
de Iemanjá
E o mestre valente vagueia
Olhando pra areia sem poder chegar
Adeus, amor
Adeus, meu amor
Não me espera
Porque eu já vou me embora
Pro reino que esconde os tesouros
De minha senhora
Desfia colares de conchas
Pra vida passar
E deixa de olhar pros veleiros
Adeus meu amor eu não vou mais voltar
Foi beira mar, foi beira mar que chamou
Foi beira mar ê, foi beira (2x)
Romildo S. Bastos/Toninho
sábado, 4 de julho de 2009
Waly Salomão - lembrando o poeta
Tenho fome em me tornar em tudo que não sou.
Áurea Martins - o reconhecimento
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Paula Toller: nossa voz pop em 2008

quinta-feira, 2 de julho de 2009
A dor e a delícia de ser mulher


A vida não precisa ser uma obra prima para concentrar beleza, leveza, doçura, tristeza, amor e movimento. Nem precisa ser uma tese de doutorado reificando o machismo que ainda prepondera neste planeta. Não precisa se reduzir a discursos de feministas e nem desafiar a alegria em nome de ideologias disputando hegemonias. Tem momentos, e esses são os mais prezerosos, que a vida está numa tela de cinema desenhando uma cultura, musicando a dança do feminino, trazendo à tona formas deliciosas e doídas da mulher se exercendo e nos convidando a sentir com risos nos lábios e lágrimas nos olhos.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Caramelo e o universo feminino
"Rimbaud
E
de repente percebi
que par délicatesse j’ai perdu ma vie”
Neide Archanjo, em Todas as Horas e Antes
A história se passa, boa parte, dentro do Sibelle, salão de beleza do qual são donas três das personagens citadas acima. Ali, entre bobs, escovas, pinças, alicates, os dilemas são postos, sem maquiagem. Ali, fluem as conversas e as opiniões de umas com as outras, e o espectador passa a mergulhar nos meandros da alma feminina, tão rica, misteriosa e bela.
Rima mostra que gosta das mulheres com o olhar. Nada diz o filme todo sobre isso. Cala, num “silêncio que não é mudez”, como escrevera Ana Cristina Cesar.
Layale – vivida pela atriz Nadine Labaki, que também dirige o filme – vive às voltas com sussurros ao celular e buzinas do carro do homem misterioso cm quem se relaciona: um homem casado. É a história da entrega, das amarras de um amor em suspensão todo o tempo.
É pelas mãos de Layale que o caramelo do título aparece na sua forma mais visceral: a mulher do seu namorado vai ao salão para se depilar. E será tratada por Layale, que antes de aplicar o produto, se delicia, às escondidas, com o sabor do caramelo utilizado como cera – o sabor da vingança, da vitória enviesada, do doce se sobrepondo ao amargo de viver na sombra.
As outras histórias do filme têm também suas riquezas e pequenas pérolas imperdíveis. Pedras brilhantes engendradas no modo feminino de encarar o mundo, viver as relações humanas: todas elas emolduradas sob a égide do amor.
Do mistério
A atriz e a estrela

Adeus, Pina Bausch
