segunda-feira, 18 de maio de 2009

O delicado da vida


"Não quero faca nem queijo; eu quero fome". E dessa fome incontida alcançar o delicado da vida que eu sei que é o mais simples, o mais comum, o mais anônimo; o que é visto, mas de tão visto, é secreto a quase todos. Eu quero uma rosa pintada de AZUL e deixá-la à espera em minha janela para os olhos de quem entende o meu coração. Silêncio absoluto. Quero abraçar de olhos fechados quem decifrar parte da minha emoção. Ouvindo ao longe sons de poesia que deixem em mim palavras inexistentes íntegras da minha força amorosa. Para amanhã. Voar levemente sem medo da chuva. Quero acordar nu guardado pelas asas do meu maior encantamento. Quero música. A voz de João Gilberto regando minha rosa na janela e depois alguma coisa que me enfureça nesse meu excesso de desejo pelo delicado da vida. Meu olhar dentro de tudo aquilo. Eu absorvido pelo corpo gosto gesto cheiro calma luz e mais que tudo, mistério; é isso, eu quero o mistério de quem me trouxer a forma melhor da delicadeza.

2 comentários:

Fabiana de Brito Gomes disse...

Uau. Que lindo!

Marlon Marcos disse...

Fabi,

Obrigado pela visita,viu? Volte sempre.