quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tua


Pra'ocê
Como cartão postal anunciando um lugar. O peito na expectativa de uma viagem sem igual; sempre mais poética, sonora, física, intensa e lenta; dizeres de um mundo que dá certo. Viagem nova nos olhos antigos castanhos à música que liberta escravizando. Sempre a melhor forma da palavra que alivia no som que conduz. Fruições. Feitiço e mimo. Dança criativa das emoções.A força marcada na cor dourada da senhora das realizações artísticas. Tardes em audição amorosa. A eletrola ventando imagens noturnas de uma paixão inconclusa. Tudo em si se perdendo e já perdido. O único sentido: a voz de vitória na arte da mulher em produtos milagrosos. Depois de ouvi-la: precisa-se prosseguir neste exercício de não deixar doer de saudade. O eu como Tua.

2 comentários:

Rai Trindade disse...

Você me faz ter vontade de voltar a escrever poesias...

Carlos Barros disse...

Ela está linda!
O texto vem desta inspiração de beleza!
Brilho de Orfeu em drama maior!
E ela ainda foi tocada pelo meu canto; como você mesmo diz: que luxo!