domingo, 18 de abril de 2010

O compasso de Ângela Ro Ro

Ro Ro

Ela é um transbordo. Mistura de inteligência, talento, inadequação, vontades mil, rebeldia, tristeza e dor, cor e amor, escândalos. Uma das nossas melhores compositoras de todos os tempos e excelente cantora também. Sempre ensinou muita coisa a este país, querendo, juntamente com ele, dar certo nisso que buscamos sentir e realizar: a felicidade!
Ângela, desde sempre ícone lésbico; altiva mulher amante de outras; transgressiva artista, íntegra ao seu estado constante de poesia e outra sobrevivente da cena preconceituosa, homofóbica e careta brasileira, traços da esfera global; ela, Ângela, outra sobrevivente de si mesma. Contínua intensidade do tipo: vou doer para fazer luz. Seu compasso melhor é a sua música. Ouvi-la falar é rir em aclive na vida, dispensando os mais sérios. Ângela é um jeito perigoso de amar ( como se amar tivesse algum jeito protegido). Sua presença estaria aos holofotes midiáticos como algo óbvio e infame traduzido pelo que querem do universo lésbico. Como todos nós, seres humanos gays ou não, Ro Ro é gargalhada e mistério fazendo da sua vida lítero-musicalidades que animam, em dor e alegria, a alma brasileira.

Um comentário:

bentocasmurro disse...

Adorei o texto! Adoro Ro Ro!