quarta-feira, 25 de março de 2009

Do invisível


Para o que era além mas sempre esteve aqui. Pertinho. Gotejava seus odores frente à minha respiração e me olhava de dentro do mais real dos carinhos. Segurava-me com as mãos em cremes e eu assustado, deslizava. Vestia-se de cinza rosa azul - era flores no nome da rosa. Amarela. Dançava comigo. Sorria por sobre minhas lágrimas, enquanto me abraçava. Eu sorria de alegria naquela tristeza que brilhava sementes de inspiração. Dos olhos castanhos mais belos na ternura que olha absurda para o lado interno da gente: o amor é assim. Dali me vinham as palavras mais doces, os desenhos mais belos, pouca música; uma,que me é secreta, foi a mais longa das sinfonias embalando o sutil maravilhoso dos encontros. O corpo era o aperto do delicado e me impelia a singrar o desejo, que eu tocava e me encaixava inteiro na fome que a paixão, de noitinha, a dois, sempre traz. Tudo esteve ali, descrito no tempo que acontece, era invisível e assim, eu não via. O além de mim que me acompanhará eternamente.

Uma poesia:

"No céu dessa tarde quente,
as estrelas existem. Presente.
Mas ninguém vê.
No fundo do meu peito quente,
o amor existe. Presente.
Mas ninguém vê"
Do invisível, Karina Rabinovitz

3 comentários:

karina rabinovitz disse...

lembra do avião invisível da mulher maravilha?
é que é o invisível que nos faz voar...
beijo! Karina

Marlon Marcos disse...

VERDADE. Amo sua poesia,viu? Voemos abrasados!

Natália disse...

Nossa...
É muito kilindo tudo aki...
Olá menino...A busca de imagem, fez-me aporta no seu canto e gostei de ter estado aki...
Quero trabalhar com essa imagem do invisivel, posso?
Bjinhos macios
"Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã."
(Victor Hugo)