quarta-feira, 30 de junho de 2010
Dança, música e coração
atravessa o doce de mim para temperar-me de vida.
E como me bate e me avisa este coração meu...
Ampliando meus mistérios nesta força daqui
que me obriga ao sim e eu aceito.
Parece desleixo mas é anseio coronário
fluindo o amor que me nomeia...
Eu vivo a me enxergar dali
ao meio de veias entre pele e sangue
sou-me este comando do se querer
amar.
Nada pode ser pensamento,
o que vivo é um signo entre
palavra escrita e silêncio
a navegar tormentas existenciais...
Estou-me numa função de vida
E percebo cada acerto que me faz
continuar...
É uma música à dança
- só minhas -
No entrever das dele
Que deixou de vibrar por mim.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Descansar de mim
segunda-feira, 28 de junho de 2010
John Keats: o brilho de uma paixão ( o filme)

terça-feira, 22 de junho de 2010
Maria Bethânia, saudações à vida!
sábado, 19 de junho de 2010
Discurso na Academia Sueca durante a cerimônia de entrega do Nobel de Literatura, José Saramago
Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom caráter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável.
Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que acionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira". Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para toda as pessoas da casa, a figueira.
Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava. .. No meio da paz noturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia. Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?". Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas.
Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranqüilizava: "Não faças caso, em sonhos não há firmeza".
Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada.
Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Maria Bethânia, 64 anos!
Que seja ainda mais criativa sua presença na Música Popular Brasileira.
Que sua voz escreva poemas e inspire mais canções.
Que seu tempo físico nos ilumine de paixão e sentir, quereres.
Que o Brasil se veja nos signos que sua arte imprime.
Que tenha mais shows, DVD's, CD's e livros cantados...
Oyá de lá até aqui se manifesta em seu corpo-canto e a gente agradece por isso.
Bravo, minha senhora cantora!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Maria Bethânia, naqueles lugares
"Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na ação.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura...
Santos Deuses, assim até se faz a vida! "
Álvaro de Campos
Para ela,
como forma de alívio e sentido e vontade e coragem de chegar em algum lugar,
e investido pela força dela que nos arde os olhos e nos faz chorar,
e perdido neste lado da plateia tão distante do palco,
e incapaz de estabelecer conexões,
só os olhos vendo,
a boca acompanhando sons,
a pele arrepiada em palavras;
muita falta de ar,
e a paixão querendo ser,
e as mãos sem toque,
aquilo que se realiza,
nítida pesquisa do lugar que se quer ter;
marca da mulher espelho,
e a voz da qualidade,
e a ventania,
e o mar,
e as folhas,
e as estradas,
e as casas,
e os rios,
e a terra,
e os animais,
e o tempo;
o sentimento de envelhecer bem, sublime
mesmo que no plano da elaboração,
ser musa mito rainha poema,
há 64 anos.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Maria Bethânia, Junho
Com seu capuz escuro e bolorento
As setas que passaram com o vento
Zunindo pela noite, no terreiro
Eu sei que é junho!
Eu sei que é junho, esse relógio lento
Esse punhal de lesma, esse ponteiro,
Esse morcego em volta do candeeiro
E o chumbo de um velho pensamento
Eu sei que é junho, o barro dessas horas
O berro desses céus, ai, de anti-auroras
E essas cisternas, sombra, cinza, sul
E esses aquários fundos, cristalinos
Onde vão se afogar mudos meninos
Entre peixinhos de geléia azul
Eu sei que é junho!
Alceu Valença
terça-feira, 15 de junho de 2010
Maria Bethânia: rotas da criação

segunda-feira, 14 de junho de 2010
Maria Bethânia, Explode Coração
A letra:
Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar e eu não quero mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar
Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
Nascendo, rompendo, rasgando, tomando, meu corpo e então eu
Chorando, sorrindo, sofrendo, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Eu quero o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar, explode coração...
Gonzaguinha
domingo, 13 de junho de 2010
Fernando Pessoa, o inesquecível


Salve Santo Antonio: décimo terceiro dia da trezena
Poderoso Antônio,
Marcam-se em alegria treze dias da sua trezena.
Conclui-se, ao modo do nosso povo brasileiro,
Festejos que te rogam e lembram,
Atende aos pedidos inscritos no meu coração
E que Lhe disse aos ouvidos de sua imagem sagrada.
Santo Santo Santo Santo - emblema de união!
O amor está na gente e alimenta a canção.
Santo Santo Santo Santo - me vigora sempre
Voo pelas asas da minha fé
E Lhe faço esta festa.
Treze dias de reza no espaço virtual
Entregue ao seu poder de luz
Maior que qualquer tecnologia.
Louvado seja Antônio dos nossos dias!
Nossos convidados assim:
"Não sei sentir,não sei ser humano,
não sei conviver de dentro da alma triste,com os homens,meus irmãos na terra.
Não sei ser útil,mesmo sentindo ser prático,quotidiano,nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou nada sobrou ou foi pouco,não sei qual,e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções,todos os pensamentos,todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda a gente.
Mas para toda agente isso foi normal e institivo.
Para mim sempre foi a excepção,o choque,a válvula,o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida,de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer,a enjoar,a cortar,a roçar,a ranger,
a dar vontade de dar pulos,de ficar no chão,
de sair para fora de todas as casas,
de todas as lógicas,de todas as sacadas,
e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos."
Maria Bethânia, dizer poesias
Musa que se sagra
Palavra bem dita;
Todos os lugares
Da minha audição.
Sereia dos palcos
Águia dos ares
Raios e Trovão.
Mulher do se aparta
Luminosidade descrita
Na força da canção.
Mulher do se achega
No eco centelha
Da sua voz em
Nossa emoção.
sábado, 12 de junho de 2010
E por causa do destino...

Maria Bethânia, enigmas!
Santo Antonio: décimo segundo dia da trezena

A VIDA DE SANTO ANTÔNIO
Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade. A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias. Após uma crise de hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX. A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular. Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.
Devoção
Minha reza pública, Magnífico Santo! Contra o destempero, a desistência, a preguiça, o mal-estar, o empobrecimento, a inveja, a solidão, a doença, o desprazer, a descrença, a incomprrensão. Ocupa-me com sua força e me faz louvar-te no sentido amplo e dialógico da minha cultura. Chega-me nos milagres que preciso encontrar, receber, vê-los em mim realizar-se, assim, Oh, Santo!:
Todos os escritos livros na profissão do prazer estando acompanhado de verdade e gerando mudanças viajando o mundo saindo e voltando na composição que a vida tem que me oferecer. Tenho Fé. Que assim seja, Antoníssimo!!!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Lázaro Ramos e Taís Araújo visitam e se encantam com o Palacete das Artes Rodin Bahia
A exposição Auguste Rodin: homem e gênio, no Palacete das Artes desde 26 de outubro de 2009, já atraiu mais de 45 mil espectadores, configurando-se como a grande atração museológica da Bahia nos últimos anos. Somam-se a estas visitações um diversificado público ávido para ver de perto a genialidade escultórica de Rodin que é um dos maiores escultores do mundo de todos os tempos.
Na tarde de 10 de junho de 2010, o Palacete das Artes recebeu as ilustres visitas dos atores globais Lázaro Ramos e Taís Araújo, que são casados e estão descansando em nossa cidade. Lázaro Ramos é nascido em Salvador e já conhecia o museu e também já tinha visitado a mostra que homenageia o grande artista francês; aproveitou a ocasião para apresentá-los à sua mulher.
“O museu é belíssimo, já o tinha visitado num dos aniversários do Balé Folclórico da Bahia que aconteceu aqui. Agora, com estas peças de Rodin expostas desse jeito, todas as atenções se voltam para a Bahia que está de parabéns por isso. Trouxe a Taís para ver Rodin em Salvador”, comenta o ator baiano.
A atriz Taís Araújo se mostrou encantadíssima com o que viu: “O museu é lindo, não fica devendo nada a ninguém em lugar nenhum do mundo”. Ela, muito assediada por fãs visitantes e funcionários do museu, se disse muito feliz com a grandeza da mostra: “Quando o Lázaro me disse que eram peças autênticas, originais, pensei: ‘gente quem trouxe isso para cá?! ’, vocês estão de parabéns”, exaltou-se Taís.
Em trajes despojados, bem férias/verão, os atores comentaram que esta exposição deve ser mais vista e que a Bahia ganha com um evento cultural desta envergadura: “Conheço o Rodin de Paris e achei o Palacete das Artes tão lindo quanto”, revelou Taís Araújo. Já Lázaro, questionado sobre possíveis comparações, afirmou: “Não é legal comparar. É maravilhoso ver Rodin aqui na minha cidade; mágico ver O pensador, O beijo de perto e saber que outros terão esta mesma oportunidade”.
Questionado também sobre a peça que mais gostou de apreciar, Lázaro comentou: “Conheço o Rodin de Paris, e mesmo antes, sabia da existência de O pensador e O beijo; aqui, nesta mostra, a peça que mais me encantou foi Adolescente em desespero, é pura expressão, sem os limites do clássico O pensador que é exato; O Adolescente não, expressa sonho, permite imaginação”, concluiu o grande ator.
Ascom/Palacete das Artes: Marlon Marcos (jornalista DRT-BA 2235): entrevista e texto.
Maria Bethânia na pintura do fã
Santo Antonio: décimo primeiro dia da trezena

Antoníssimo,
Que seja sempre em suas possibilidades, a possibilidade maior de um alívio verdadeiro no peito. A inversão como sabedoria e não como negociação: mudança grande Santo! Hoje, seu décimo primeiro dia - incensado seja seu altar, iluminada seja nossa vida. FORÇA FÉ JUSTIÇA! amadíssimo, em nome do amor, conto com sua ajuda! Sim.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Maria Bethânia, dez dias à festa!
Santo Antonio: décimo dia da novena
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Maria Bethânia e a mão
Santo Antonio: nono dia da trezena
terça-feira, 8 de junho de 2010
Memórias do Mar

Penso com sofreguidão e ainda assim, escrevo. Quero o livre de me dizer sem medo nem truques; meu dia tem sol e Bahia e sobre o mar daqui me sei dar perdão. Sinto meu próprio gosto ao sentir a vida e faço sexo com este tempo quase dominando-o. Eu o assusto quando evito sentir pena de mim e, escrevo.
Sorrateiramente escrevo com meus erros todos e atiço preces... Os deuses me ouvem porque agora sou mais livre do que eles. Tenho a imensidão de mim, alcanço a todos e não sinto falta de ninguém. Este é o segredo da liberdade: caminhar sem ninguém; sem o barulho do peito confuso ansiando o gostar do outro; sem o ímpeto do encontro; sem os milhões de cartas desrespondidas agredindo o próprio orgulho.
Escrevo para delinear sentimentos... Sinto meu corpo barco, meu corpo peixe, meu corpo pescador, meu corpo sereia, meu corpo amantes na areia, meu corpo vento, meu corpo algas... Invento assim, minhas memórias do mar.
Em cada étimo, a palavra tratando dos meus desejos inconfessáveis no que, por liberdade, eu confesso. Tenho a luz memorial na chegada de um livro. Confesso meus crimes amorosos: ligações intermináveis, bebedeiras incuráveis e meu corpo desenhado na memória minha dos amores que não me nutriram.
Escrevo também para escapar da falta e me alimento nestas palavras salgadas vindas de águas oceânicas das entranhas da baía onde nasci.
Maria Bethânia, alumbramentos

Santo Antonio: oitavo dia da novena
Meu glorioso Santo Antônio, que abrandastes as feras bravias dos campos, os ventos furiosos e os mares tempestuosos, apresentai, ao meu bom Jesus, este pedido meu.
Meu glorioso Santo Antônio, pelos 13 dias que andastes em busca do vosso Santo Breviário, pela agonia que tivestes quando o perdestes, pela alegria que sentistes quando o achastes, intercedei pelo pedido meu.
Meu glorioso Santo Antônio, pelo anúncio que o anjo vos deu na hora da morte do vosso Pai, pela alegria que tivestes quando o livrastes, intercedei pelo pedido meu.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Desses tempos
A cantora Virgínia Rodrigues nunca brigou com Caetano Veloso
Foi com muita indignação que a cantora baiana Virgínia Rodrigues leu, sete dias depois de sua publicação, a inverídica nota assinada por Valdemir Santana, em sua coluna Boa Terra, na Tribuna da Bahia, no dia 25 de maio de 2010, comentando sobre um possível desentendimento entre ela e o cantor e compositor Caetano Veloso, reconhecido como o descobridor da cantora, que atualmente é uma das mais importantes do Brasil.
Virgínia sentiu-se aviltada com o tratamento irônico e desrespeitoso da nota que, antes de ouvi-la, afirmou que a cantora teria acionado na justiça Paula Lavigne, ex-mulher de Caetano Veloso e dona da Natasha Records (sua antiga gravadora), promovendo assim um rompimento entre o famoso santo-amarense e ela.
Para o que serve como notícia, a nota é considerada pela grande dama do canto neste País, como um instrumento de informação “desrespeitoso, abusivo, incompatível com o que deve ser o jornalismo. Ficando bem longe dos propósitos jornalísticos da Tribuna da Bahia, jornal que sempre foi inclinado à apuração dos fatos”.
Além do sentimento de invasão, perfilado por fatos que não ocorreram, se marca na cantora o desejo de que o jornal se posicione a esclarecer este episódio, entendido por Virgínia Rodrigues como sensacionalismo e inverdade, dentro de uma ação jornalística que pode ser entendida com uma espécie de “linchamento moral”.
A cantora é amiga de Caetano Veloso e o tem como um dos artistas mais importantes que a cultura brasileira produziu, além de lhe ser extremamente grata por apresentá-la ao grande público brasileiro e ao mercado fonográfico. E, indiscutivelmente, para Virgínia Rodrigues, Caetano Veloso é o grande responsável por sua carreira no Brasil e, principalmente, no exterior, aonde ela goza de mais prestígio e reconhecimento artístico e popular.
Jornalista (DRT-BA 2235)
Assessoria Comunicacional de Virgínia Rodrigues
Maria Bethânia, os acertos de um País

Santo Antonio:sétimo dia da trezena
Prece ao Beato Antônio de Categeró - (14 de março)
Oh, milagroso Santo Antônio de Categeró,
Valei-me nesta hora de aflição,
Preciso da Vossa ajuda para vencer as lutas do dia a dia e as forças malignas que procuram tirar-me a paz.
Libertai-me das doenças e de todas as bactérias infecciosas que querem contaminar o meu corpo colocando-me enfermidades.
Oh, Santo Antônio de Categeró,
Estendei as Vossas mãos agora mesmo sobre mim,
livrando-me dos desastres, da inveja e todas as obras malignas.
Oh, Santo Antônio de categeró,
Iluminai os meus passos, a fim de que, onde quer que eu vá, não encontre empecilhos,
E guiado pela Vossa luz me desvie de todas as armadilhas preparadas pelos inimigos.
Oh, Santo Antônio de Categeró,
Abençoai a minha família, o meu pão e a minha casa, cobrindo-nos com o véu da prosperidade, do amor, da saúde e da felicidade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo, Amém.
P.S.: Licença ao Antonio Primeiro, em sua trezena, o Antonio de Categeró também é louvado.
domingo, 6 de junho de 2010
Da tristeza
Hoje a alegria dançou de tristeza e fez festa para solidão. Fez aquele barulho dominical, acendeu todas as luzes, perguntou muito... Hoje , num dia inteiro, a alegria me abandonou e me deixou sem energia. Atravessei pontes indo e vindo sem saber aonde ir. Carreguei-me nas costas e saí contra sol e vento. Meu alicerce cedeu e tenho agora nova missão: reconstruir-me. Pior que escuridão é esse excesso luminoso que me expulsa para dentro de mim. Preciso escapar.
sábado, 5 de junho de 2010
Santo Antonio: quinto dia da trezena


sexta-feira, 4 de junho de 2010
Sandra Simões, voz que milita música

Ela é de uma integridade invejável, além de ser uma grande cantora. Vive a projetar possibilidades inventivas em sua terra, a difícil Bahia. Do samba aos espectros classificatórios ( e ilusórios) do que se chama MPB, esta mulher faz lugar. Agita circo, museu e igreja; quase inteira, é também atriz, mas seu negócio é cantar e sua voz milita por música...
Fez uma das mais duradouras e bonitas homenagens a um patrimônio da Bahia: Caetano Veloso. Projeto de verdade e mais que tudo: de coragem.
Talento e coragem são sobrenome da grande Sandra Simões. Que consegue ainda ser "boa gente", preservando seu "bom caráter".
Por favor, pela música de qualidade que se faz na Bahia, votem:
Maria Bethânia canta no Altas Horas

Santo Antonio: quarto dia da trezena
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Santo Antonio : segundo dia da trezena

Sem a fé em Antônio
A luz desceu do céu
Clareando o encanto
Da espada espelhada em Deus
Viva viva meu santo
Saúde que foge
Volta por outro caminho
Amor que se perde
Nasce outro no ninho
Maldade que vem e vai
Vira flor na alegria
Trezena de junho
É tempo sagrado
Na minha Bahia
Antônio querido
Preciso do seu carinho
Se ando perdido
Mostre-me novo caminho
Nas tuas pegadas claras
Trilho o meu destino
Estou nos teus braços
Como se fosse