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Com a vontade de calar o pensamento nesta noite e não ter que dimensionar o tanto que ainda precisa ser feito.
Tirar da música o silêncio necessário sem esperar nada. Estar na vida do meu tamanho. Minhas aborrecidas vírgulas, minhas expressões truncadas, imagens retorcidas, concordâncias desesperadas. Nada é menor nem maior do que ouço agora. Nem meu próprio barulho me perturba. Sigo ouvinte.
Paro para saber que estou entregue e que sou sincero e que tenho medo e que amanhã é um novo dia. Amanhã tem mais mistério. Sigo ouvinte.
Uma revolução em poucos movimentos. Quase tudo. Tudo é o singular no meu peito a exalar da canção do Gilberto. A voz João cantando a falta - única coisa que povoa meu deserto nesta noite em silêncio. Sigo Ouvinte.
Do meu tamanho. Nadando no mar da minha vergonha por não saber seguir. Sigo ouvinte. Me faço assim : nos erros desta escrita. Na rota mágica de um violão e o canto preciso como direção para uma outra etapa de mim.
Eu, o tão pequeno. O largado nesta cidade ouvindo antes gritos e reclamações.
Eu, o recaído em poemas e dilemas de pouca relevância.
Eu, o sem alma reiterando repetições.
Dentro de uma música me fazendo silêncio.
Descobrindo o meu tamanho numa cidade que me sufoca.
Eu, o tão pequeno que não sabe sair. Daqui.
Ouço João para ir além dos lugares. Ir para mais. Esvaziar qualquer necessidade e me ser silêncio.
Desexistir sem nunca deixar de ser. Estar ali na voz do cantor rodando numa eletrola durando eterno na ideia do amor que me consola.
E me chega num suspiro da poesia que eu desenho em minha mão.
Noite de pura estesia.
Tirar da música o silêncio necessário sem esperar nada. Estar na vida do meu tamanho. Minhas aborrecidas vírgulas, minhas expressões truncadas, imagens retorcidas, concordâncias desesperadas. Nada é menor nem maior do que ouço agora. Nem meu próprio barulho me perturba. Sigo ouvinte.
Paro para saber que estou entregue e que sou sincero e que tenho medo e que amanhã é um novo dia. Amanhã tem mais mistério. Sigo ouvinte.
Uma revolução em poucos movimentos. Quase tudo. Tudo é o singular no meu peito a exalar da canção do Gilberto. A voz João cantando a falta - única coisa que povoa meu deserto nesta noite em silêncio. Sigo Ouvinte.
Do meu tamanho. Nadando no mar da minha vergonha por não saber seguir. Sigo ouvinte. Me faço assim : nos erros desta escrita. Na rota mágica de um violão e o canto preciso como direção para uma outra etapa de mim.
Eu, o tão pequeno. O largado nesta cidade ouvindo antes gritos e reclamações.
Eu, o recaído em poemas e dilemas de pouca relevância.
Eu, o sem alma reiterando repetições.
Dentro de uma música me fazendo silêncio.
Descobrindo o meu tamanho numa cidade que me sufoca.
Eu, o tão pequeno que não sabe sair. Daqui.
Ouço João para ir além dos lugares. Ir para mais. Esvaziar qualquer necessidade e me ser silêncio.
Desexistir sem nunca deixar de ser. Estar ali na voz do cantor rodando numa eletrola durando eterno na ideia do amor que me consola.
E me chega num suspiro da poesia que eu desenho em minha mão.
Noite de pura estesia.
Sem pensamentos.
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