quarta-feira, 31 de março de 2010
O Tigre

Caetano confirma ideia de produzir novo disco de Gal Costa

- Ele nunca cantou essa música, na verdade. Nunca o ouvi cantando. Sempre achei linda na interpretação da Gal Costa. Isso era um tabu pra ele. Nunca cantou nem em público, nem em particular para os amigos. Eu sabia que ele ia cantar "Pecado original" e perguntei: "E Mãe, nunca vai ter fim esse tabu?".
Como a canção o conduziu a Gal, sua maior intérprete, uma pergunta revolvia. Em recente entrevista ao repórter Marcus Preto, da Folha de S. Paulo (28/03), a cantora baiana revelou o desejo de voltar a ser produzida por Caetano em seu novo disco. Diretor de produção de "Cantar" (1974), ele expôs a ideia numa conversa na Europa. "Estou pronta. Espero o e-mail, o telefonema dele. Assim que ele disser que chegou a hora, eu vou", anunciou Gal. O disco deve ser editado pela Universal Music.
- Quando fiz essa música (tema de "A dama do lotação", de Neville de Almeida), eu fazia psicanálise no Rio com Rubens Molina. Neville fez o filme e me pediu. E um dia Nelson Rodrigues a ouviu e me ligou, com aquela voz: "Você há de brilhar como sol até o final dos tempos!" (risos) Eu falei isso para o meu psicanalista. Ele me disse: "É, você foi botar a frase de Freud...". Eu não sabia que era de Freud! Se o Rubens Molina estivesse aqui, ele não acreditaria. Eu também não acredito muito em mim mesmo, talvez eu conhecesse. Mas eu não sabia oficialmente que Freud tinha dito essa obviedade sobre as mulheres. Podia até conhecer, mas nunca tinha ouvido como formulada e creditada a Freud.
"Bem, Freud não gostava de música", brincou no início da parte melodiosa da aula-show de José Miguel Wisnik. Além de "Pecado original" e "Mãe", Caetano interpretou um poema de Gregório de Mattos (com música de Wisnik) e - por razões que o leitor e Édipo reconhecem - "Coração materno", de Vicente Celestino. A história do campônio virou um debulhar do mito.
Na letra, Celestino retoca a maldade feminina: "Se é verdade tua louca paixão/ Parte já e pra mim vá buscar de tua mãe inteiro o coração". Wisnik lembrou que o professor Antonio Candido remetia essa narrativa edipiana do coração da velhinha a tempos anteriores a Spartacus. "Freud tomou a forma de romance. Com o século 19, mito é romance", Caetano explica.
Na plateia, a escritora Lygia Fagundes Telles, o psicanalista Contardo Calligaris e os editores Luiz Schwarcz e Maria Emília Bender. O cavalheiro tem razão: convém reforçar a presença de uma freudiana convicta, muito grata a Caetano.
terça-feira, 30 de março de 2010
CAETANO IRÁ PRODUZIR ÁLBUM DE GAL COSTA

Fazedora de felicidade
segunda-feira, 29 de março de 2010
Gal Costa: voz universal da Cidade da Bahia

Bahia minha preta
Salvador: o canto desafinado da cidade de 461 anos



Seria para exprimir a beleza que as suas águas marítimas traduzem; ou mais ainda, falar dos componentes complexos da cultura erigida a partir dos lusitanos, de muitas etnias africanas, de tradições indígenas dando nisso que simbolicamente compomos: baiano. Mas não, estamos na berlinda de nós mesmos lotados de problemas sócio-existenciais e sem capacidade criativa de resolver tantos entraves que, além de nos massacrar economicamente, aumentando violência, sujeira, crises contínuas na saúde, deseducação, corrupção, falta de moradia, racismo, intolerância religiosa, homofobia, experimentamos a frouxidão dos nossos propósitos artístico-culturais e invalidamos irresponsavelmente o legado de mestres e do povo que fizeram da Bahia a face viva de uma luso-africanidade expressiva e culturalmente exemplar para todo o Brasil.
Ricky Martin: " Eu sou gay"
domingo, 28 de março de 2010
Gal Costa: musa de qualquer geração

Emília em mim

sábado, 27 de março de 2010
Renato Russo: 50 anos
O silêncio sempre será maior e melhor para expressar intensidade...
Somos, como diria Clarice, aquilo que o impossível cria em nós.
Todo dia esperamos algo e algo nos espera.
O nome da intensidade sempre é o nome de algum ou alguma poeta.
Renato Russo cantou e escreveu partículas da minha emoção.
Há saudade dele desenhada no chão da minha gratidão.
Chorei tanto por tudo hoje visto daqui.
A precocidade desanima as coisas.
Escrever por um pouco de paz.
O poeta morto com menos de cinquenta anos.
O poeta vive e faz hoje cinquenta anos.
Quero calar esta tinta.
Minha vida sopra imensidões preenchidas de giz.
Eu te ouço. Tenho medo. Cerveja e. Adeus.
Dos sábados na minha vida

sexta-feira, 26 de março de 2010
Deste lugar
Cada um de nós está no seu lugar, eu me submeto bem ao meu lugar.
Clarice Lispector
Silêncio

quinta-feira, 25 de março de 2010
Beatles num céu de diamantes

terça-feira, 23 de março de 2010
Do que mais sei

Memória da Cultura Afrobrasileira

segunda-feira, 22 de março de 2010
Murilo Ribeiro faz exposição na Caixa Cultural de Salvador- Bahia
quarta-feira, 17 de março de 2010
Narrativas

Transverso
terça-feira, 16 de março de 2010
Infinito
segunda-feira, 15 de março de 2010
A arte de semear estrelas

sábado, 13 de março de 2010
Do azul eu não me aparto

Me sinto a caminho do não lugar.
Farejando minhas vãs promessas
Sonhando acima das travessas sem refeição.
Me sinto a soluçar o descaminho
No sentido profundo do encontro
Vestido de céu e voando
Sobre as águas azuis do meu pensamento.
Me sinto palavreando e sendo vazio
Com um livro aberto ao peito sem carinho
Guiado pelas asas da minha fé.
Me sinto na impureza das sensações
Acomodado ao desejo moribundo
Indo para trás...
Vasta alma marcada de
Azuis e águas.
Para encontrar azul eu uso pássaros


Vou pertencer você para uma árvore.
E pertenceu-me
Escuto o perfume dos rios.
Sei que a voz das águas tem sotaque azul.
Sei botar cílio nos silêncios.
Para encontrar azul eu uso pássaros.
Só não desejo cair em sensatez.
Não quero a boa razão das coisas.
Quero o feitiço das palavras.
Manoel de Barros
sexta-feira, 12 de março de 2010
Gal Costa, musa errática do Brasil
quinta-feira, 11 de março de 2010
Márcia Short: voz que a Bahia precisa
Quando entendemos que uma festa como esta, para quem mora na Bahia e também deve ser respeitado como cidadão e consumidor, todas as políticas culturais estatais devem apontar para a diversidade preservando, pesquisando e dando espaço para quem tornou o nosso carnaval a festa mais efervescente do planeta: o povo desta terra.
Os maiores atrativos do carnaval baiano, amparados em fortes esquemas comercias e econômicos, já têm os melhores espaços e ninguém se mete com Ivete, com o Chiclete, com o Asa, com Claudia Leitte, com Jammil e outros genéricos. Vários mineiros, gaúchos, paulistanos, sergipanos virão sempre atrás destas importantes estrelas carnavalescas.
O talento musical de nós baianos também pode ser mais bem representado. Às vezes, a dinâmica do tempo empurra para o passado nomes que seguravam e se destacavam na maior vitrine musical da Bahia, o carnaval. Muitos ficam por lá sem possibilidades de serem resgatados. Contudo, existem os que acompanharam o passar dos anos e, mesmo em sufocamentos e ostracismos midiáticos, continuam impondo-se contra uma exigência do novo que, aqui entre nós, não tem sentido quando assistimos enlouquecidos o trajeto sonoro do Chiclete, do Asa e Jammil; nem Ivete traz tanta novidade assim; Claudia Leitte é uma versão “modelo-manequim” da saudosa Márcia Freire, só que canta bem menos que a eterna musa do Cheiro de Amor.
Quem está aí, sendo a voz mais afinada, mais representativa, mais melódica, mais experiente é a cantora Márcia Short – bem mais ampla que a nunca lembrança que se querem dela: ela entoando “vou dar volta no mundo, vou ver o mundo girar”.
Ela que cantou ao lado de Daniela Mercury, qualidade absoluta do nosso carnaval, de Tatau, outro poema perdido, e da grande Margareth Menezes, que quase ficou sem espaço. O momento mais lindo do nosso carnaval.
Editores culturais da Bahia agendem o nome Márcia Short, nosso estado precisa do canto dela.
quarta-feira, 10 de março de 2010
De abraçar


terça-feira, 9 de março de 2010
Chama
Naqueles tempos em que um rádio era a melhor companhia e a gente só sentia, filtrava as coisas dali na cor maior da emoção... Esta canção, Chama, entra nisso: tardinhas sem graça de domingo, a voz dramática de Joanna em...
Sou das canções
Antes de mim e de você
Tem essa voz
Antes de perguntar por que
Lembre de nós
Ouça no rádio esta canção
Que é de amor
Maior que eu
Ou que você
Eu sou de quem ouve um cantor
Na solidão e abre o peito
E diz:- É mesmo assim
Quem sabe alguém, amor
Sem essa chama na garganta
Possa te acompanhar
Enquanto eu vivo e sigo
Com o coração
A alegria de cantar
Geraldo Amaral e Aristides Guimarães
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mariana Aydar em Salvador
domingo, 7 de março de 2010
O lado quente do ser (8 de março)
Para a mulher que cuida do mundo com mais sensibilidade e traz para as coisas daqui mais cores sinceridade alegria e proteção e eu gosto de entender assim:
Meu pertencimento
sexta-feira, 5 de março de 2010
Filme gay dirigido por Tom Ford chega aos cinemas nesta sexta

Iyá empunhe a sua espada e lute
