sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Da liberdade




"O que não me destrói me fortalece"
De uma profunda insistência, após a resistência que perfila o desejo de querer estar aqui, brota o nascedouro d'água que cria o sentido de liberdade que quero para mim. Quero meu sorriso comigo e eu me abrigando em asas em mares em praias em lugares - me abrigando em mim da forma mínima do meu desejo e na realização plena do meu viver... Não quero fazer planos, deixem em mim acontecer; deixem que eu me veja no agora de portas abertas para brisa e novidades entrarem... O inesperado bom neste prazer de se sentir vivo apesar de tanto morrer.
De uma profunda vivência, riscada de sofisticação e pieguice, meninice e amadurecer, lentidão e ansiedade, carinho e violência, isolamentos e carnaval; apesar de tudo, na duração contínua de minha fé - os golfinhos nos mares, a águia nos ares e eu, sozinho, melhor companhia, caminhando pelo quintal da minha casa, no quando da experiência salvadora e minha deixa de verdade pelas vias da liberdade que vivencio agora.
Liberdade de mim pela busca do real silêncio, inclinado a pincelar artes e me verter em terapias suaves a favor da cura que já me habita.
Liberdade nesse meu querer castanho indo ao azul da sorte - indo indo indo por onde eu desejo ir.
Nada de lamentações - uma ode à minha audição minha visão meu paladar meu olfato meu tato em movimento e este meu sorriso que pode gargalhar. Eu que sinto. Preciso sentir e jamais mentir para mim e jamais secar as lágrimas que me fazem deslumbrar pelo mundo que está dentro e fora de mim. Isso é amor. E eu já sei alcançar.



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