segunda-feira, 21 de julho de 2008

Entre os ciprestes e o cedro


Para a tua fome

Eu teria colocado meu coração

Entre os ciprestes e o cedro.


E tu o encontrarias

Na tua ronda de luta e incoesão:

A ronda que persegues.



Para tua sede

As nascentes da infância:

Um molhado de fadas e sorvetes.

E abriria em mim mesma




Uma nova ferida


Para a tua vida.
Hilda Hilst

Um comentário:

bandodeuns disse...

Este poema me mata!

Acho lindo e a palavra "ciprestes" cai como uma luva aí!

Abraços!!!!!!!!!!!!!

Carlos Barros