
Para a tua fome
Eu teria colocado meu coração
Entre os ciprestes e o cedro.
E tu o encontrarias
Na tua ronda de luta e incoesão:
A ronda que persegues.
Para tua sede
As nascentes da infância:
Um molhado de fadas e sorvetes.
E abriria em mim mesma
Uma nova ferida
Para a tua vida.
Hilda Hilst
Um comentário:
Este poema me mata!
Acho lindo e a palavra "ciprestes" cai como uma luva aí!
Abraços!!!!!!!!!!!!!
Carlos Barros
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