quinta-feira, 17 de julho de 2008

Só Assumo Só




Olha, ô gente, me respeita

Sou de tudo ou nada

Sou de uma só

De uma terra depressiva

Mas de uma beleza para minha avó

Vejo o novo mal sambista

Camisa de listra, ou de paletó

Repare e arregala o olho

Que um novo artista

Vai cantar tão só

Eu tenho que manter a cara

Pois a nossa cara

Quer cair no chão

Eu tenho que falar

Duvido que a palavra vida é um palavrão

Olha o conto do vigário

Veja quanto otário, quanta encarnação

Quanta banca, bronca franca

Pura malandragem, pura saudação

Vem cá, menina

Eu só assumo a bandidagem

Neste faroeste, precisamos pão

Estácio assume a nova fase

Neste faroeste, precisamos pão
Luiz Melodia


Um comentário:

carlosbarros disse...

"Neste faroeste, precisamos pão."

Também acho, Melô

Genialidade do ébano carioca!


Abração!!!!!!!!!