terça-feira, 22 de julho de 2008

A voz doce dos ventos


A voz doce dos ventos faz 60 anos
Tem que se falar em modernidade. Para se falar dos riscos que a busca da constante renovação nos faz correr. Tem que se falar de modernidade para se desenhar a trajetória de uma das artistas que mais contribuíram para mudanças inventivas e necessárias na cultura musical do Brasil.
Ela foi, junto com outros alguns, o 'boom' da nossa canção. Uma forma de desbunde, alicerçada em força criativa, em coragem, em contextualidade histórica, em talento natural. Sim, o canto, a voz, é o instrumento natural da baiana que evocou a cultura da Bahia e iluminou o Brasil com canções que marcaram o nosso destino como nação, como concidadãos, ou meramente, como amantes da Música Popular Brasileira.
Nos anos 70 do séc.XX, sua voz bravamente aguda em afinações cristalinas, transportou as mensagens que mais precisávamos para compor Arte e Protesto, inventando entre letras e comportamentos, uma forma mais fresca e vibrante de existirmos no Brasil durante a Ditadura Militar.
FATAL, CANTAR, CARAS E BOCAS e TROPICAL, podem representar o inquantificável talento de Maria da Graça Costa Penna Burgos, a nossa eterna Gal Costa.
Modelo- de muitíssimas críticas, excrachadas às vezes- mas ímpar na sonoridade divina do seu canto, motivo de orgulho profundo não só de baianos bairristas, mas de todos os brasileiros.
Em 26 de setembro de 2005, essa voz faz 60 anos existindo entre safras e entressafras, percorrendo uma trilha que fez dela um dos nomes mais importantes da canção brasileira em todos os tempos.
faz 60 anos relançando-se para os brasileiros através do cd HOJE, pela gravadora Trama, sendo dirigida e produzida musicalmente por César Camargo Mariano e cantando num formato que indica a jovialidade de sua voz somada aos anos de experiência de quem fez da vida uma sinfonia diária.
Maior que qualquer disco, exitoso ou não, é o nome e a presença de "Gracinha",
musa de qualquer estação reaprendendo a fazer ouro com a voz diamante que o Universo lhe concedeu.
Portanto, brava Gal sempre! canta, canta, canta sonorizando o percurso dos ventos com a doçura maior da sua VOZ.

Um comentário:

carlosbarros disse...

"Maior que qualquer disco, exitoso ou não, é o nome e a presença de "Gracinha",
musa de qualquer estação reaprendendo a fazer ouro com a voz diamante que o Universo lhe concedeu.
Portanto, brava Gal sempre! canta, canta, canta sonorizando o percurso dos ventos com a doçura maior da sua VOZ."

Eu ainda diria, pela vosz da irmã:
"Gal, você sabe: cante!"

Ave, Marcos!!!!!!!!!!!